sexta-feira, 21 de junho de 2013

Olympic Hopes de Ginástica Artística

Lorrane dos Santos conquista ouro no solo

Ginasta do Cegin somou 14.033 pontos e desbancou europeias; Brasil faturou sete medalhas na competição

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo

Divulgação
Um das promessas da Ginástica Artística brasileira fez bonito no International Júnior Tournament Olympic Hopes, realizado em Penza, na Rússia. Lorrane dos Santos, atleta do Cegin, do Paraná, alcançou 14.033 pontos no solo, desbancou rivais russas e turcas e garantiu a medalha de ouro no aparelho, nas finais individuais realizadas nesta quinta-feira.

Quem também se destacou foi Mariana Oliveira. Em sua primeira competição após uma grave lesão, a atleta terminou com a segunda colocação no salto, atingindo 13.733 pontos. Tamires Veiga, finalista em todos os aparelhos, completou o trio brasileiro, que obteve a medalha de prata na disputa por equipes.

Na categoria masculina, o país também trouxe bons resultados. Ângelo Assumpção foi o segundo colocado no salto, com 14.475 pontos; o ginasta também conquistou o bronze nas paralelas, com 13.750 pontos. Já no solo, Lucas Cardoso, com 13.800 pontos, terminou em terceiro. Mesmo sem subir ao pódio, Ygor Reis ajudou o time verde e amarelo a ficar em 2º.

Essa foi mais uma competição onde brasileiros obtiveram resultados expressivos em 2013. Há duas semanas, Adrian Gomes, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane dos Santos, Maria Cecília Cruz, Milena Theodoro e Rebeca Andrade disputaram em Ipswich, na Inglaterra, um torneio contra equipes locais e conquistaram diversas medalhas nas categorias sênior e juvenil. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Campeonato Mundial Sub-23 de Vôlei de Praia

Duplas brasileiras perdem e terminam em 2º

Na primeira edição do torneio, brasileiros despontam e vão ao pódio; país foi o único a medalhar nas duas categorias

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo

Visando futuras competições internacionais, as duplas brasileiras de vôlei de praia já começam a colher os primeiros frutos de um belo trabalho realizado na base. Na primeira edição do Mundial Sub-23 da modalidade, disputado em Myslowice, na Polônia, Duda/Thaís e Vitor Felipe/Márcio Gaudi chegaram à final, mas acabaram derrotados e terminaram com a medalha de prata.

Os resultados obtidos poderiam até ter sido melhores, caso Thaís não tivesse jogado parte da competição com dores na coxa. A parceria chegou à decisão invicta (vitórias sobre Laine/Ozolina, da Letônia; Nori/Vale, da Venezuela; Dabizha/Dyachuk, da Rússia; Braakman/Sinnema, da Holanda; e Pischke/Humana-Paredes, do Canadá), mas acabou surpreendida pelas alemãs Bieneck/Schneider, por 2 sets a 1, na disputa pelo ouro.

Trajetória semelhante teve Vitor Felipe/Márcio Gaudi, que passaram por Finsters/Solovejs, da Letônia; Surla/Klasnic, da Sérvia; Hartles/Hawkins, da Nova Zelândia; Revuelta/Galindo, do México; Bergmann/Schröder, da Alemanha; e novamente Finsters/Solovejs por uma vaga na decisão. Na final, no entanto, os brasileiros tiveram pela frente os donos casa – Kantor e Losiak – e acabaram derrotados por 2 sets a 0.

Divulgação/FIVB
As duas medalhas de prata obtidas na Polônia refletem a força brasileira na história da modalidade. O país foi o único que colocou suas duplas – masculina e feminina – entre as quatro melhores. E ambas subiram ao pódio. O ouro não veio, mas a certeza que fica é que o Brasil segue investindo pesado para continuar brilhando nas areias do mundo.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Liga Mundial de Vôlei

Brasil estreia com dupla vitória sobre a Polônia

Comandados de Bernardinho vencem atual campeã e estão em 2º no Grupo A; Argentina é o desafio desta semana

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo

Estrear contra a atual campeã da Liga Mundial não era uma tarefa fácil. Mas nem mesmo o técnico Bernardinho, que apontou o rival como forte candidato ao título este ano, esperava perder apenas três sets no último fim de semana. Jogando fora de casa, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei venceu seus dois compromissos contra a Polônia (3 a 1 e 3 a 2) e iniciou o novo ciclo olímpico com o pé direito.

Sem poder contar com Murilo e Sidão, que se recuperam de cirurgias no ombro e na coluna, respectivamente, os atuais vice-campeões olímpicos tiveram uma grata surpresa. Convocado justamente para ocupar o lugar do irmão de Gustavo, o ponteiro Lucarelli, de apenas 21 anos, descartou a pressão da estreia e foi o melhor em quadra, com 17 pontos, em partida vencida pelo Brasil por 3 sets a 1 (25-22, 25-20, 22-25, 25-15).

Divulgação/FIVB
Resultado inesperado para um time que, apesar de contar com a base do ciclo olímpico passado, entrou com mudanças. O ponteiro Giba, o líbero Serginho, o central Rodrigão e o levantador Ricardinho se despediram da Seleção após os Jogos Olímpicos de Londres. Portanto, as atenções do grupo estão voltadas para o mais experiente em quadra: o ponteiro Dante, 33 anos, que possui três medalhas olímpicas no currículo.

Experiência que foi fundamental para a segunda partida diante dos poloneses. Após vencer os dois primeiros sets, os tricampeões mundiais vacilaram, permitiram a reação europeia e foram obrigados a disputar o tie-break. No set desempate, melhor para o time verde e amarelo, que rapidamente deslanchou no placar e fechou o jogo em 3 sets a 2 (28-26, 25-22, 23-25, 20-25 e 15-10).

O início não poderia ter sido melhor. Dois jogos e duas vitórias contra a Polônia, campeã da edição de 2012. Resultado que garante o Brasil na segunda colocação do Grupo A, com o mesmo número de pontos da Bulgária. Nesta semana, o Brasil enfrenta a Argentina, novamente em duas partidas fora de casa.  

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pan-americano de Handebol

Brasil confirma favoritismo, vence Argentina e é octa

Imbatível, equipe atropela adversários e termina invicto; título garantiu vaga no Mundial da Sérvia, em dezembro

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo 

A meta era vencer. E foi, de fato, uma atuação de luxo da Seleção Brasileira Feminina de Handebol. Na decisão do Campeonato Pan-americano da modalidade, disputado no Pavilhão de Handebol, em Santo Domingo, na República Dominicana, o Brasil não tomou conhecimento da Argentina, atropelou a rival por 38 a 15 e faturou a medalha de ouro.

Divulgação/CBHb
Foi a 8ª vez que a equipe brasileira subiu ao lugar mais alto do pódio na competição. Além do título, as comandadas de Morten Soubak, que atuaram com um time mesclado por jovens e experientes jogadoras, atingiram o seu principal objetivo: garantir uma das vagas para o Campeonato Mundial, que será disputado em dezembro, na Sérvia.

O Brasil também teve destaques individuais. A ponta Alexandra Nascimento foi eleita a melhor jogadora da competição; Ana Paula Rodrigues, a melhor armadora central; a goleira Mayssa Pessoa terminou como a melhor na sua posição; e Fernanda França, com 55 gols, foi a artilheira do Pan-americano.

Antes de vencer as hermanas na decisão, o Brasil fez uma campanha impecável, atropelando praticamente todos os seus adversários. Na primeira fase, passou por Estados Unidos (44 a 10), Costa Rica (59 a 7), México (48 a 18) e República Dominicana (37 a 22). Na semifinal, eliminou as paraguaias por 47 a 17 e se credenciou à disputa pelo ouro.

O título só comprova a supremacia brasileira nas Américas. O time, aliás, está invicto em 2013. Em março, conquistou o Campeonato Sul-americano, disputado na Argentina, de forma invicta; assim como bateu as austríacas em duas oportunidades, em amistosos de preparação para o Pan-americano, realizados em Cabo Frio (Rio de Janeiro) e Vitória (Espírito Santo).  

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pan-americano de Handebol

Brasil vence República Dominicana e vai à semi

Time não dá chances às donas da casa, termina 1ª fase invicto e aguarda adversário por vaga na final

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo

O adversário da última rodada da primeira fase não era coisa fácil, afinal a Seleção Brasileira Feminina de Handebol tinha pela frente a República Dominicana, que jogava em casa. Mas nem mesmo a grande torcida presente no Pavilhão de Handebol, em Santo Domingo, foi párea para as comandadas de Morten Soubak, que despacharam a rival por 37 a 22 e terminaram invictas no Grupo A, pelo Pan-americano de Handebol.  

Divulgação/CBHb
A vitória sobre as dominicanas reflete uma competição perfeita: foram quatro jogos e quatro vitórias convincentes. Antes, as brasileiras já haviam aplicado goleadas nos Estados Unidos (44 a 10), Costa Rica (59 a 7) e México (48 a 18). O adversário da semifinal será o 2º colocado do Grupo B, que pode ser Argentina, Uruguai ou Paraguai.  

Melhor em quadra, as brasileiras dominaram a partida, indo para o intervalo com boa vantagem (21 a 12). Apenas administrando a vantagem, a forte equipe nacional fechou em 37 a 22 e comemorou mais um resultado positivo. Com sete gols, a central Ana Paula foi a artilheira, ao lado da ponteira Samira. Quem também se destacou foi Alexandra, melhor jogadora do Mundo em 2012, que contribuiu com seis acertos.  

Além de querer manter o título da competição - o Brasil foi campeão na última edição, disputada em São Bernardo do Campo, em 2011 -, a renovada equipe brasileira tinha como principal objetivo garantir uma das vagas para o Campeonato Mundial, que será disputado este ano na Sérvia. Uma das metas já foi alcançada, a outra está próxima.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Final da Copa do Mundo de Vôlei de Praia

Imbatível, Talita/Maria Elisa vence EUA e fatura ouro

Entre os homens, Alison/Emanuel vira contra Gibb/Patterson e conquista primeiro torneio de 2013

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo

No torneio que marcou a volta de Talita/Maria Elisa, uma das principais duplas do País nos últimos anos, melhor para as brasileiras que não deram chances a Kessy/Ross, dos EUA, venceram por 2 sets a 0 (23-21 e 21-12) e conquistaram o ouro na primeira edição da Final da Copa do Mundo de Vôlei de Praia, disputada em Campinas, no último sábado.

Divulgação/FIVB
Foi o 21º título da dupla, que atuou entre 2009 e 2012. Atualmente, as jogadoras estão com outras parcerias para a disputa do Circuito Mundial (Talita com Taiana; Maria Elisa com Ágatha), mas o técnico da Seleção Brasileira da modalidade, Marcos Miranda, apostou no entrosamento das jogadoras para a estreia da competição.

Mesmo enfrentando rivais complicadas, Talita/Maria Elisa retomou os velhos tempos e venceu todos os jogos por 2 sets a 0. Na estreia, vitória fácil sobre Seerungen/Bauda, das Ilhas Maurício; na sequência, as brasileiras passaram por Bansley/Maloney, do Canadá, e pelas checas Kolocova/Slukova, algoz nos Jogos Olímpicos de Londres. Por fim, a parceria se credenciou à final com uma vitória sobre Bawden/Clancy, da Austrália.

Só deu Brasil: masculino também vence

Se para as mulheres foi fácil, Alison/Emanuel não teve a mesma facilidade. Em final contra os atuais líderes do ranking mundial, Gibb/Patterson, também dos EUA, a dupla brasileira precisou virar o jogo - após um primeiro set irreconhecível -, para conquistar a primeira edição do torneio. E o caminho até a decisão também teve complicação.  

Divulgação/FIVB
Na estreia, vitória sobre os Aoki/OGAWA, do Japão, por 2 a 0; mesmo resultado contra Jackson/Leon, da Venezuela, na 2ª rodada. No terceiro jogo, os brasileiros foram surpreendidos pelos suíços Chevallier/Gabathuler e precisaram virar contra Plavins/Smedin, da Letônia, para avançar. Na semi, mais uma virada: contra Erdmann/Matysik, da Alemanha.  

domingo, 2 de junho de 2013

Montreux Volley Masters

Brasil vence Rússia pela 2ª vez e conquista hexa

Time supera início ruim, domina jogo contra europeias e termina competição invicto

Vinícius Paleari
Direto de São Paulo

Após ficar três anos sem disputar o Montreux Volley Masters, a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei voltou a sentir o gostinho da vitória em terras suíças. Com uma campanha praticamente perfeita, a equipe comandada por José Roberto Guimarães despachou a Rússia por 3 sets a 0 (25-23, 25-23 e 25-22), em final disputada na manhã neste domingo.

Divulgação/Volley Masters
Foi o sexto título da equipe brasileira na história da competição – também venceu em 1994, 1995, 2005, 2006 e 2009. Além disso, o time também possui no currículo dois vice-campeonatos (1993 e 1996), e uma medalha de bronze, conquistada em 2003. A maior campeã do torneio é Cuba, com nove ouros. Em seguida vem Brasil e China, ambos com seis. A República Dominicana terminou em 3º, com vitória sobre a Itália.  

Com uma equipe mista, que contou apenas com quatro campeãs olímpicas – Dani Lins, Fê Garay, Adenízia e Tandara -, o Brasil mostrou evolução no decorrer do torneio. Na estreia, venceu a Suíça por 3 sets a 0; na sequência bateu China e a mesma Rússia, pelo mesmo placar. Na semi, enfrentou a forte República Dominicana e acabou despachando a rival também sem perder sets.  
Mas o início das bicampeãs olímpicas na final deste domingo não foi das melhores. Com um saque agressivo e um ótimo volume de jogo, a Rússia deslanchou no placar e chegou a abrir 17 a 12, obrigando o técnico brasileiro a queimar seus dois pedidos de tempo. Foi então que o time brasileiro cresceu, com ótimas defesas de Camila Brait e bom aproveitamento de Fê Garay, virou o placar e fechou em 25 a 23.

Na segunda parcial, a equipe verde e amarela tentava se manter à frente, mas as europeias sempre encostavam. Na reta final, quando o placar apontava 24 a 23 para o Brasil, José Roberto Guimarães foi obrigado a pedir tempo para bolar o último ataque. A parada surtiu efeito, Fê Garay fechou em 25 a 23 e ampliou a vantagem brasileira na partida.

O terceiro set foi o mais tranquilo para as então pentacampeãs do torneio. Uma passagem de Juciely pelo saque acabou sendo crucial para o time brasileiro abrir uma grande vantagem. Mesmo dominadas, as russas esboçaram uma reação no final, que foi rapidamente freada. Resultado: 25 a 22 para as brasileiras e 3 sets a 0 no jogo.