quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pequim 2008

O Início de um novo ciclo olímpico

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Os Jogos Olímpicos de Pequim chegaram ao fim. Foram muitas emoções durante 17 dias (ou madrugadas) maravilhosos e inesquecíveis para o esporte mundial. A próxima edição será em Londres, mas somente em 2012.

No entanto, mesmo com o término da Olimpíada, quem pensou que o blog fosse parar, errou. Um novo ciclo vai iniciar e farei o possível para acompanhar competições nas mais diversas modalidades. Alguns atletas não estarão mais presentes neste ciclo, novos nomes vão despontar e outros veteranos prometeram competir até Londres-2012.

.... e não se esqueçam que as Paraolimpíadas estão chegando !!!!

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Já que essas duas semanas e meia passaram tão rápido, vamos voltar no tempo e analisar algumas participações de nossos atletas??

Atletismo

O Brasil chegou muito bem na modalidade para a disputa dos Jogos de Pequim, nomes como: Jadel Gregório, Maurren Maggi, Fabiana Murrer e o revezemaneto 4 x 100 rasos masculino eram favoritos às medalhas, mas os torcedores tiveram que se contentar com "apenas uma medalha de ouro". Se por um lado a quantidade foi pequena, a qualidade e o valor que a medalha representou para a história do país foi arrasadora. Coube a Maurren Higa Maggi, atleta de 32 anos que pretende disputar a próxima Olimpíada, vencer a prova de salto em distância, alcançar sua melhor marca desde que voltou às pistas e fazer história ao ser a primeira mulher brasileira campeã olímpica individulamente. Maggi venceu um salto de 7,04 m, a frente dos 7,03 cravados pela russa Tatyana Lebedeva, atual campeã mundial e até então olímpica. Naide Gomes, portuguesa que tem a melhor marca do mundo em 2008 - 7,12 m - sentiu a pressão na fase eliminatória, queimou dois saltos e ficou fora da disputa pelo pódio. Quem aproveitou a chance da favorita estar fora da prova foram as rivas, entre elas, Maurren.
Jadel Gregório mais uma vez decepcionou no salto triplo. O brasileiro que havia batido o recorde sulamericano em 2007 - 17,90 m-, acabou distante da disputa por medalhas. Saltou, classificou, saltou, saltou... chorou, mais uma vez ficou fora do pódio, em 6º lugar.
O 4 x 100 rasos do Brasil foi beneficiado pelo erro dos Estados Unidos na preliminar, já que os brasileiros chegaram a final com apenas o 8º tempo. Na disputa pelo pódio a história foi outra, ficamos em 4º lugar, foi um bom resultado, mas depois do bronze em Atlanta e da prata em Sidney, os homens não conqusitaram mais medalhas nessa prova.
O fato mais inusitado ocorreu com Fabiana Murrer. Após passar à final, a saltadora era uma esperança para o páis, mas a confusão com o sumiço de uma de suas varas abalou seu psicológico e fez a brasileira ficar apenas na 10ª colocação. A vencedora foi mais uma vez a recordista mundial Yelena Isinbayeva, da Rússia.

Basquete

O basquete feminino decepcionou. Sem contar com Iziane - afastada da seleção por problemas - e com Érika - contundida - a seleção chegou otimista aos Jogos. Já na primeira rodada as meninas "vacilaram" e perderam para a Coréia do Sul. Na sequência jogaram melhor, mas não foram páreas para a atual campeã mundial, a Austrália. No decorrer do torneio ainda perderam de virada para a Letônia e Rússia, porém venceram na "consolação" a equipe de Beleraus. O que esperamos desse time ? Temos boas jogadoras e habilidosas, mas falta poder de decisão de uma pivô de segurança como a jogadora da WNBA, Érika de Souza. Além dela, acredito que ainda vamos ter Karla, Adrianinha, Micaela, Karen, Kelly, Chuca, Mamá e Franciele. Claudinha deve deixar o time e quem sabe a pivô Ísis Nascimento, de 2,02 m não surpreenda. AH, Iziane vai fazer falta.

Futebol

Na Olimpíadas de Atenas as meninas conquistaram a prata. Em Pequim, perderam o ouro. Não tenho mais o que dizer desse time, só lamento. Jogaram, vibraram, mas novamente perderam na decisão. Depois de vencer quatro jogos, entre eles a semifinal contra a Alemanha, as brasileiras foram derrotadas pelos Estados Unidos na final e ainda não sabem o que é ganhar um ouro olímpico. Infelizmente a CBF ainda não se pronunciou a respeito da craiação de um campeonato feminino mais dinâmico, quem sofre com isso são as jogadoras que terão de ficar desempregadas por dois anos.

Depois de perder nas quartas-de-final em Sidney e ficar fora dos Jogos de Atenas , a equipe masculina do Brasil conquistou a medalha de bronze nesta edição. Foi um resultado bom, só não melhor porque Ronaldinho e companhia foram goleados pela Argentina na semifinal e deram adeus a inédita medalha de ouro para o país Pentacampeão mundial. Uma lástima já a seleção de Dunga tinha excelentes jogadores que despontavam nacional e internacionalmente.

Ginástica Artística

Diego Hypólito fez uma série com pouquíssimos erros e caiu na última passada.
Jade Barbosa caiu no solo e no salto na disputa do Individual Geral; Fez dois saltos simples na final por aparelhos e teve falhas.
Daiane dos Santos saiu duas vezes do tablado.

A participação brasileira foi histórica, mas longe do que poderia ter sido. Diego é o atual campeão Mundial de solo, além de ter sido em 2005 e ter ficado com o vice em 2006. Favoritíssimo ao ouro, o ginasta estava super bem na série, até o Duplo Twist Grupado. Ele nem iria precisar do "Hypólito" (Duplo Twist carpado com pirueta) para vencer, mas teve a infelicidade de errar uma acrobacia que nunca errou. É o esporte.

Jade conseguiu uma colocação histórica para o país no individual geral - 10ª. Muitos jornalistas e comentaristas estão ressaltando a sua participação como exemplar por melhorar o 12º lugar de Daniele Hypólito, em Atenas. Mas até quando vamos ficar no quase ou dando tantos créditos a posições ligeiramente superiores a outras ? Quem entende de ginástica sabe que a revelação brasileira poderia ter ficado entre as cinco primeiras caso tivesse acertado todas as suas provas, mas não, errou o solo, o salto e ficou apenas em 10º. Sim, ser a 10ª melhor ginasta do mundo não é para qualquer uma, porém ser isso for visto como uma glória, é melhor esquecer medalhas femininas na próxima olimpíadas.

Daiane merece todo o meu respeito e dos brasileiros. Esteve contundida em 2007 e disputou duas competições importantes com dores - Pan e Mundial -, após isso operou e deu sinais de que voltaria a boa forma. Mesmo com muitos não acreditando, Daiane chegou à final olímpica pela segunda vez consecutiva. Além disso foi ousada, fez uma série com Tsukahara esticado e Duplo Twist esticado, ambas acrobacias de valor G - máximo. Ficou em 6º lugar, mas desta vez não era favorita e dificilmente ganharia uma medalha.

Por equipes o Brasil fez história ao chegar pela primeira vez a uma final, mas poderia ter ido melhor. Com alguns errinhos bobos, as meninas terminaram na 8ª e última posição. Ainda no Individual Geral, Ana Claudia ficou em 22ºlugar.

O que podemos esperar do futuro da seleção? Daniele e Daiane não devem ir a Londres, assim como a promessa que não vingou - Laís Souza - também não. Nos resta apostar no trabalho de base no técnico ucraniano Oleg Ostapenko com as ginastas: Jade barbosa, Ethiene Franco, Ana Claudia Silva, Khiuani Dias, Juliana Santos, Milena Miranda, Bruna Leal.

Judô

- Já fiz uma notícia especial sobre a participação brasileira nessa modalidade. É só procurar pelo título: "Judô vai rico à China e volta pobre ao Brasil"

Nado Sincronizado, Ginástica Rítmica, Saltos Ornamentais

O Brasil teve o desgosto de piorar sua participação nessas modalidades em relação à última Olimpíada. O dueto brasileiro formado por Lara Teixeira e Nayara Figueira ficou em 13º lugar nas eliminatórias e nem esteve na final. O mesmo ocorreu com a Ginástica Rítmica, em ambos os conjutos as brasileiras ficaram em 12º, longe da disputa de medalhas. No saltos ornamentais o desempenho foi muito insatisfatório, nem nas semifinais o Brasil teve um representante. César Castro era cotado à final olímpica - como foi em Atenas - mas teve uma participação irregular.

Handebol

O Handebol feminino piorou o desempenho da última Olimpíada. As meninas caíram ainda na primeira fase e não conseguiram ficar nem entre as oito. Em Atenas foram 7ªs colocadas. Os homens ficaram novamente entre as dez melhores, resultado que foi esperado.

Taekwondo

Coube a Natália Falavigna - campeã Mundial em 2005 e bronze na edição de 2007 - trazer uma medalha inédita para o país. A brasileira chegou com chances de disputar o ouro, mas acabou cainda nas quartas-de-final e viu sua algoz Maria Espinoza, do México, levar o ouro.
Agora, é um absurdo um jornalista falar que a medalha da brasileira não era esperada. Garanto a vocês que um profissional de um veículo de comunicação importante falou isso.

Vôlei de Praia

Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos o Brasil não trouxe uma medalha no feminino. Ana paula e Larissa sentiram a falta de entrosamento e foram eliminadas nas quartas-de-final. Renata e Talita tiveram chances de conquistar o bronze, mas acabaram derrotadas pelas donas da casa.

No masculino o ouro não veio, mas pela primeira vez o país colocou duas duplas no pódio. Ricardo e Emanuel - campeões olímpicos em Atenas - ficaram com o bronze, e Márcio e Fábio Luís - campeõe Mundiais em 2005 - foram derrotados na final e terminaram com a prata.

Vôlei

O último post tem notícias da participação brasileira no vôlei.

Pessoal..... tenho muitas coisas para fazer, cheio de trabalhos na faculdade e livros para ler, portanto vou postando o que der. Obrigado pela atenção.

domingo, 24 de agosto de 2008

Pequim 2008


Brasil é campeão olímpico no vôlei feminino

Mulheres batem Estados Unidos e conquistam inédita medalha de ouro

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Após bater na trave em quatro olimpíadas, a seleção feminina de vôlei encerrou este ciclo olímpico de forma surpreendente. As meninas comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães venceram hoje, em Pequim, os Estados Unidos por 3 x 1, fizeram história e se tornaram campeãs olímpicas pela primeira vez. Ainda em 2008, o Brasil havia conquistado o heptacmapeonato do Grand Prix no Japão, título que o credenciou ao ouro na Olimpíada.

As brasileras começaram bem no primeiro set, não deram chances as norte-americanas e fecharam em 25 x 15. No seguinte, quem não tomou conhecimento foram as rivais que marcaram 25 x 18. Então, coube a Zé Roberto colocar a cabeça de seu time no lugar, e não deu outra, vitória tranquila no 3º set por 25 x 13.

Já empolgadas e determinadas a ganhar, as atuais campeãs do Grand Prix conseguiram importantes bloqueios no final da partida e, com um ataque de Logan Tom para fora, fecharam o set por 25 x 21 e trouxeram o ouro para o país. Paula Pequeno foi eleita a melhor jogadra da competição, Fofão a melhor levantadora e o rótulo de melhor líbero ficou com Fabi.

O técnico brasileiro José Roberto Guimarães, campeão olímpico em Barcelona com o time masculino, ratificou a importância ca conquista e elogiou sua equipe. “A cor da nossa medalha é amarela, sim. Mas é amarelo de ouro.”, disse. E completou: “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”.


Foto/declarações: Uol Esporte


Seleção masculina de vôlei perde para EUA e fica com a prata

Brasileiros tem quarto revés contra norte-americanos e terminam a Olimpíada de forma frustrante

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Não foi desta vez que a seleção masculina de vôlei venceu a revanche contra os maiores algozes da "Era Bernardinho". A equipe brasileira foi derrotada hoje, em Pequim, para os Estados Unidos e deu adeus a conquista do tri campeonato olímpico. Há um mês atrás, o mesmo time tirou o Brasil da final da Liga mundial diante de um Maracanzinho lotado. Em 2007, os brasileiros não souberam se impor contra o rival na Copa do Mundo e na final da Copa América.

O jogo parecia fácil. O Brasil logo abriu vantagem e comandou o placar no primeiro set, sem dar chances aos EUA, vitória por 25 x 20. Na sequencia, os estadunidenses mostraram que estavam determinados na conquista do ouro e, com saques pontentes de Stanley, abriu 8 x 1.

O Brasil chegou a encostar em 21 x 20, mas não tiveram sucesso e viram o adversário cravar 25 x 22. O terceiro set começou disputado, mas os brasileiros mais uma vez não souberam colocar a cabeça no lugar e perderam a parcial por 25 x 21. Tudo ou nada no set seguinte. O time de Bernardinho começou muito bem e foi dministrando a vantagem, mas no final pedeu a chance de abrir 4 pontos no marcador com um contra-ataque de Murilo. O resultado foi o empate, a virada e o título aos Estados Unidos.

Mesmo perdendo a decisão, os jogadores ressaltaram a importância do grupo. "Estou triste pela derrota em uma chance única como essa, mas existe uma emoção muito maior, que é o orgulho de fazer parte do grupo, de jogar junto com esses caras", disse o meio-de-rede André Heler. O levantador Marcelinho completou: "Foi muito difícil, mas dei o meu melhor. Temos que voltar para o Brasil de cabeça erguida, porque lutamos muito para isso".


Foto/declaração: Uol Esporte

Outros resultados

Saiu a primeira medalha olímpica para o Taekwondo. Após perder a semifinal na decisão dos árbitros, a brasileira Natália Falavigna venceu a disputa do terceiro lugar e trouxe a inédita conquista para o país.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Pequim 2008


Maurren conquista ouro no salto em distância.

Brasileira se torna a primeira mulher campeã em modalidades individuais

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


Foram anos de agonia. Após sofrer com uma contusão nos Jogos Olímpicos de Sidney e terminar apenas no 14º lugar, e com um exame antidoping positivo em 2003 quando tinha a melhor marca do Mundo, Maurrem Higa Maggi deu a volta por cima em Pequim, conquistou a medalha de ouro no salto em distância e se tornou a primeira mulher brasileira a subir "sozinha" no lugar mais alto do pódio.

A brasileira chegou credenciada a Pequim por ter conquistado a prata no último campeonato mundial indoor e ter marcas bastante expressivas este ano. Sua principal rival, a portuguesa Naide Gomes decepciou na classificatória e acabou fora da final, abrindo maior espaço para Maggi e as demais.

Não deu outra, com um salto de 7,04 m na primeira tentativa, a atual vice-campeã mundial indoor compovou a boa fase e deu a segunda medalha de ouro ao país neste Jogos Olímpicos. "Eu achei que fosse experiente, madura, mas vi que eu não sabia nada. A volta foi dolorosa, tanto na parte física como mental. Mas por ela (a filha, Sophia), valeu" disse Maurren.


Foto/declaração: Uol Esporte


Vôlei vence Itália e está na final pela segunda vez consecutiva

Time brasileiro não descarta "revanche" contra os Estados Unidos na disputa pelo ouro

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

A seleção masculina de vôlei reeditou a final olímpica de Atenas e venceu hoje, em Pequim, a Itália por 3 sets a 1, em partida válida pela segunda semifinal do torneio. Após começar atrás no marcador, os meninos comandados pelo técnico Bernardinho não deram chances aos italianos e selaram mais uma vez passagem para a final olímpica.

O adversário da decisão será o algoz da última Liga Mundial, da Copa do Mundo de 2007 e da Copa América do mesmo ano, os Estados Unidos. Mas, se depender dos jogadores, o Brasil está pronto para jogar contra os norte-americanos e garantir o tricampeonato olímpico. "A gente está preparado para pegar os Estados Unidos. Vai ser a partida mais difícil das nossas vidas. Vamos nos preparar, porque os nervos estão à flor da pele", disse o levantador Marcelinho.


Foto/declaração: Uol Esporte


Outros resultados

No vôlei de praia, as duplas nacionais Márcio e Fábio e Ricardo e Emanuel acabaram com as medalhas de prata e bronze. Na final, os brasileiros foram superados por 2 x 1 pela melhor dupla do mundo em 2008 e atual campeã mundial, Rogers e Dalhausser.

No pentatlo moderno, Yane Marques até começou bem, mas não passou de um modesto 18º lugar.

No atletismo, or revezamentos 4 X 100 masculino e 4 x 400 feminino acabaram no 4º lugar. Na prova em que Maurren foi campeã olímpica, Keila Costa ficou apenas na 11ª colocação.

A seleção masculina de futebol venceu a Bélgica por 3 x 0 e garantiu a medalha de bronze para o país.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pequim 2008

Vôlei feminino vence campeã olímpica e está na final

Time de Zé Roberto Guimarães acaba com a síndrome das semifinais e disputa o ouro pela primeira vez

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Uma campanha perfeita. Foram sete jogos, sete vitórias e nenhum set perdido, e para compensar uma inédita final olímpica. A seleção feminina de vôlei mostrou porque é a melhor do mundo ao bater a atual campeã olímpica, China, por 3 x 0, hoje, em Pequim.

As meninas iniciaram nervosas, comentendo erros de passe e não passando pelo bloqueio chinês, mas logo se encontraram na partida e venceram o primeiro set por 27 x 25. No seguinte, ambos os times lideraram o placar, mas as brasileiras manteram a calma na reta final e fecharam em 25 x 22.

No terceiro set a China se perdeu em quadra e deu a oportunidade para o Brasil dominar a partida. Sem dificuldades, as brasileiras marcaram 25 x 14 e comemoraram a tão sonhada classificação para a final. "É uma alegria imensa saber que o trabalho desses quatro anos deu resultado", disse a meio-de-rede Fabiana.
"Todo mundo tem um guerreiro dentro de si, um Deus, uma fé. Duvido que tenha um time que trabalhou mais que a gente", completou Mari, a maior pontuadora da partida.

Foto/declaração : Uol Esporte



Futebol feminino conquista o vice-campeonato


Mulheres deixam EUA reinar na prorrogação e mais uma vez têm que se contentar com a prata

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


Não foi desta vez que o Brasil colocou um ponto final no jejum de ouros na história do futebol nas olimpíadas. A seleção feminina não soube conter os ânimos e acabou derrotada em Pequim, novamente para os Estados Unidos na final, desta vez por 1 x 0, com o gol marcado na prorrogação.

A partida foi bastante equilibrada do começo ao fim, mas as meninas comandadas pelo técnico Jorge Barcellos tiveram maiores oportunidades no tempo normal. Nos primeiros 45 minutos o melhor momento brasileiro foi quando Marta arancou, driblou duas rivais, porém chutou para fora.

Após o intervalo, a melhor do mundo teve a maior oportunidade da partida quando passou por três jogadoras adversárias e chutou para a goleira dos Estados Unidos defender. Mas, se as brasileras estavam em alta no jogo, as norte-americanas queriam mostrar porque eram as atuais campeãs olímpicas.


No final do segundo tempo, a defesa do Brasil falhou e Bárbara fez uma defesa espetacular para não deixar as então algozes da última olimpíada fecharem a partida. Na prorrogação, o time campeão foi superior no início até Lloyd chutar forte e abrir o placar. Ambas equipes revezaram com a posse de bola e as estadunidenses tiveram a chance de ampliar com uma bola chutada na trave. O Brasil lutou até o fim, mas teve que se contentar com mais um vice-campeonato.

Após o jogo, as brasileiras visivelmente abatidas não souberam explicar o motivo da derrota. "Só faltou Deus dar uma ajuda. O que foi necessário foi feito. Alguma coisa está acontecendo com a gente. Nós levamos prata no mundial e prata em Atenas. Talvez um dia, quando a gente achar o que acontece, a gente comece a ganhar a medalha [de ouro]. Enquanto não achar, vai ser sempre assim", disse Bárbara


Foto/declaração : Uol Esporte


Outros resultados

No atletismo, Jadel Gregório mais uma vez saiu sem medalhas. Esperança para o país, o triplista não passou de um sexto lugar, frustrou a torcida brasileira e chorou. Os revezamentos 4 X 100 m rasos masculino e feminino avançaram à final e disputarão medalhas.

Rodrigo Pessoa acabou no desempate pela medalha de bronze, mas não conquistou medalhas. Desde Atlanta - 1996 o Brasil não terminava sua participação olímpica sem subir ao pódio na modalidade.

Na vela saiu a primeira medalha prateada do Brasil. Após chegarem em 3º na regata final, Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram com o vice-campeonato da classe Star.


Foto: Uol Esporte

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pequim 2008


Ginástica artística termina sem medalhas

Ginastas erram e perdem oportunidade de fazer história em modalidade que evoluiu nos últimos anos.

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


Diego Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa. Brasileiros que tinham a missão de trazer a primeira medalha olímpica do país, mas uma queda, duas saídas do tablado e saltos com deficiência e baixo grau de dificuldade acabaram com as esperanças nestes Jogos Olímpicos.

A competição por aparelhos teve início com o solo masculino, onde Hypólito era o principal favorito. Após realizar uma série com pouquíssimos erros, o brasileiro acabou caindo na última diagonal - Duplo Twist Grupado - e perdeu qualquer chance de subir ao pódio. Inconformado, Diego se desculpou com a torcida nacional.

"Peço desculpas aos brasileiros. Treinei muito bem, tudo certo, e não sei o que aconteceu", disse chorando o ginasta que terminou em sexto

Na sequência, a revelação Jade Barbosa disputou a final de salto e decepcionou. A carioca de apenas 17 anos não realizou os saltos que vinha planejando para a competição - "Amanar" e "Cheng "- e ainda teve falhas.

A falta de dificuldade e a imprecisão permitiram que a brasileira ficasse apenas na 7ª colocação, muito longe da disputa por medalhas. Ao Esporte Terra Jade alegou que preferiu não arriscar na final do aparelho.

Daiane dos Santos chegou como coadjuvante. Após sofrer sérias lesões em 2007, a ginasta deu a volta por cima e mais uma vez marcou presença na final de solo em uma olimpíada. Porém, a história não foi diferente de Atenas em 2004. Duas saídas do tablado colocaram o ponto final na disputa pelo pódio.

A gaúcha tinha chances remotas de subir ao pódio já que outras rivais despontavam como favoritas. "Ganhar uma medalha era difícil porque a minha nota não era tão alta. Mas estou feliz por ter ido para a final", disse a ginasta.



Vôlei não decepciona e já conta com pódios

Modalidade tradicional já garantiu ao menos uma medalha de prata

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Seja na quadra ou na praia, o vôlei brasileiro sempre está entre os favoritos em disputas olímpicas. Tanto a seleção feminina quanto a masculina fizeram a melhor campanha de seus grupos, estão classificadas para as quartas-de-final e vão cruzar com adversários mais fracos. Enquanto as meninas enfrentam a seleção japonesa, os comandados pelo técnico Bernardinho terão um problema a mais, a torcida local, já que vão encarar a China.

Na praia, as duplas masculinas Ricardo e Emanuel e Márcio e Fábio Luis venceram seus jogos nas oitavas e quartas-de-final e vão se encontrar na disputa por uma vaga na decisão. Com isso, o Brasil garante pelo menos o vice-campeonato e a briga pelo bronze, já que a dupla que vencer irá à final e a que perder irá lutar pelo terceiro lugar.

Mas, se no masculino a situação está boa, no feminino não ocorre o mesmo. Ana Paula e Larissa tiveram o azar de cruzar com as atuais campeãs olímpicas e tri campeãs mundiais, Walsh e May, nas quartas-de-final e foram eliminadas.

A outra dupla nacional, Renata e Talita, passou sem muitos problemas por seus dois jogos "mata-mata", no entando vão enfrentar as favoritas e as algozes de Ana e Larissa nas semifinais.


Outros resultados

No futebol feminino, a seleção feminina vingou a temida Alemanha, deu show e se classificou para a disputa da medalha de ouro em Pequim. A final será uma reedição de Atenas, contra os Estados Unidos.

Atletismo: na final do salto com vara feminino, Fabiana Murer teve um problema com uma de suas varas. A brasileira ficou claramente abatida, não conseguiu superar o sarrafo em 4,65 m e acabou fora do pódio. Jadel Gregório fez a 9ª melhor marca no salto triplo e estará na final.

Tanto a seleção feminina de handebol quanto a masculina amargaram a eliminação na primeira fase do torneio. Com os homens o resultado já era esperado, mas com mulheres não, o empate sofrido pela Hungria no último segundo de um jogo da fase inicial foi decisivo para que as meninas não avançassem.

Na vela, resultado inédito para o Brasil. Na classe 470, as iatistas Isabel Swan e Fernanda Oliveira conquistaram a primeira medalha da modalidade na categoria feminina. A dupla venceu a regata final, o que foi suficiente para garantir o bronze.
Bimba, na classe RS:X, vem progredindo e já aparece em 5º lugar no geral. Na Star, Robert Scheidt e Bruno Prada seguem com alguma regularidade, mas a dupla campeã do mundo em 2007 está apenas em 8º na classificação geral.






Foto/declaração: Uol Esporte

sábado, 16 de agosto de 2008

Pequim 2008


Cielo ganha primeiro ouro para o Brasil

Brasileiro vence a prova mais rápida do mundo e é o primeiro nadador campeão olímpico do país

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

O jejum de ouros do Brasil na natação e nessa olimpíada finalmente chegou ao fim. O nadador César Cielo, 21, venceu os 50 m livre, quebrou o recorde olímpico e se tornou o segundo homem mais rápido da história. Atualmente, o tempo 21s30 está somente atrás do recorde mundial de 21s28 do australiano Eamon Sullivan.

Depois de conquistar a medalha de bronze nos 100 m livre, Cielo, ainda emocionado, disse que lutaria pelo ouro nos 50 m, sua princiapal prova. Na eliminatória, bateu o recorde olímpico, mas na bateria seguinte o francês Amaury Leveaux superou o recente recorde em um centésimo.

Desgostoso, o atleta mais rápido do mundo voltou a superar o tempo das olimpíadas na segunda semifinal e chegou credenciado à final com o melhor tempo entre os oito finalistas. Nadando na raia quatro, o brasileiro fez uma excelente prova, bateu em primeiro e ganhou o tão esperado ouro da natação nacional."Sou um campeão olímpico. Era um sonho que tinha desde criança. Nunca imaginei chegar onde cheguei. Agora posso dizer: sou um campeão olímpico", disse Cielo ao Sportv.
Outros Resultados

No atletismo, Fabiana Murer saltou 4,50m, o suficiente para garatir sua classificação para a próxima fase. Nos 400 m rasos, Maria Laura Almirão fez apenas o 38º tempo e parou na primeira fase. Lucimar de Moura ficou em último na sua bateria dos 100 m rasos e não avançou na competição. Nos 400 m com barreiras, Mahau Suguimati não foi bem e ficou fora da final. No salto em distância, Mauro Vinícius ficou aquém de resultados expressivos e não está entre os oito melhores.

Na classe Star da vela, Robert Scheidt e Bruno Prada seguem sem um bom resultado, a dupla aparece apenas em 13º no geral. André Fonseca e Rodrigo Duarte se classificaram para a disputa de medalhas na classe 49er, pois terminaram em oitavo entre todos os participantes. Na classe 470, as brasileiras Fernanda Oliveira e Isabel Swam estão na 3º colocação no geral e classificadas para brigar por medalhas, mas na disputa masculina Fábio Pillar e Samuel Albrecht não seguem bem e só aparecem na 17º posição.

No boxe, Robenílson Vieira acabou derrotado por Anvar Yunusov, do Tajiquistão e deu adeus a competição. Já Paulo Carvalho venceu o ganês Manyo Plange e está nas quartas-de-final de sua categoria.

A dupla Márcio e Fábio Luís do vôlei de praia vacilou no primeiro set, mas conseguiu bater o japoneses Asahi e Shiratori e se classificar para as quartas-de-final da competição. Ricardo e Emanuel tiveram muito mais trabalho contra os russos Barsuk e Kolodinskiy, mas reverteram um placar quase impossível e também estarão na próxima fase.
Depois de um jogo tenso no tempo normal, a seleção masculina de futebol derrotou o algoz da Olimpíada de Sidney - Camarões - por 2 X 0 na prorrogação. Rafael Sóbis e Marcelo foram os autores dos gols.

Após perder para a Rússia em um jogo atípico, a seleção masculina de vôlei não deu chances a atual vice-campeã mundial Polônia e venceu por 3 x o.



Foto/declaração: Uol Esporte

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Pequim 2008


Judô vai "rico" à China e volta "pobre" ao Brasil

Maior esperança de pódios para o país não traz o tão esperado ouro e fica abaixo das expectativas

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Tiago Camilo, Luciano Corrêa, João Derly, João Gabriel Schlittler e Edinanci Silva. Nomes de peso do judô brasileiro que chegaram favoritos aos Jogos Olímpicos de Pequim. Os três primeiros carregavam na bagagem o título mundial de 2007, e os outros o bronze na mesma competição e o ouro nos Jogos Panamericanos.

Se por um lado o país apostou suas fichas em atletas consagrados, pelo outro viu judocas que não chegaram favoritos, como Leandro Guilheiro e Ketleyn Quadros, ganharem medalhas.

Corrêa e Derly foram as maiores decepções, afinal nem chegaram perto de disputar o pódio. Camilo lutou, perdeu, se recuperou e conseguiu a segunda conquista olímpica de sua carreira, o bronze. Schlittler e Silva até tentaram, mas não passaram de um sétimo e quinto lugar, respectivamente.

Ao contrário dos favoritos, dois nomes foram essenciais para honrar o nome do Brasil na modalidade. Ketleyn, 20, acabou perdendo na segunda luta, mas na chave da repescagem surpreendeu e trouxe a inédita medalha - bronze - para o judô feminino.
Leandro Guilheiro sofreu com lesões durante o ciclo olímpico, mas em Pequim passou por adversários complicados nas primeiras lutas. Guilheiro não resistiu a força asiática nas quartas-de-final, porém na sequência dominou os rivais e conquistou pela segunda vez um bronze olímpico.

De um modo geral os três terceiros lugares obtidos foram muito bem recebidos pela comissão técnica, mas o esporte deixa a China com a sensação de que poderia ter elevado a posição do Brasil no quadro de medalhas.


Outros resultados

Fabiana Beltrame encerrou sua participação olímpica no remo, na prova do skiff simples em 19º lugar.

O Brasil até iniciou bem a partida decisiva no basquete feminino e se manteve na frente do placar durante boa parte do jogo, mas não foi páreo para a forte seleção russa. As brasileiras acabaram eliminadas do torneio olímpico.

Na vela, Robert Scheidt e Bruno Prada estão na 10ª colocação no geral da classe Star. Fabio Pillar e Samuel Albrecht, da classe 470, ocupam a 18º e as brasileiras Fernanda Oliveira e Isabel Swan fizeram boas regatas e subiram para 4º na classificação na mesma prova. Bruno Fontes se encontra na modesta 23º posição na classe Laser, enquato que na RS:X, Patrícia Freitas ocupa somente a 17º posição. Bimba - campeão mundial em 2007 e favorito em pequim - vem em 9º lugar na mesma classe.

Na natação, Thiago Pereira não foi páreo para seus rivais e acabou na quarta colocação dos 200 m medley. Cesar Cielo bateu mais uma vez o recorde olímpico e se classificou para a final dos 50 m livre com o melhor tempo do dia. Flávia Delaroli fez com 25s34 e acabou fora das semifinais dos 50 m livre. O 4 x 100 medley feminino bateu o recorde sulamericano, mas não estará na disputa por medalhas, assim como no masculino.

No atletismo, Hudson de Souza ficou fora das semifinais dos 1500 m, ao ficar apenas em sétimo na terceira bateria. Após passarem pela primeira eliminatória dos 100 m rasos, os brasileiros José Carlos Moreira e Vicente Lenilson não se classificaram para a próxima fase. O brasileiro Mahau Suguimati fez uma boa prova e está classificado para a semi-final dos 400 m com barreiras. No salto triplo, Gisele Lima ficou longe de sua melhor marca e não avançou na competição, assim como Elisângela Adriano no lançamento do disco.

Marta e Daniela Alves marcaram os gols do Brasil contra a Noruega em partida válida pelas quartas-de-final do torneio feminino de futebol. Agora as brasileiras vão encarar as alemãs em mais uma reedição da final da Copa do Mundo de 2007 na semifinais.

No vôlei de praia, as duplas femininas do Brasil, Ana Paula e Larissa e Renata e Talita, derrotaram suas adversárias e se classificaram para as quartas-de-final.

Na disputa de saltos por equipes no Hipismo , o Brasil teve um dia excelente em Pequim. A equipe que já conquistou duas medalhas olímpicas na história terminou em 2º lugar no geral e está com grandes expectativas.

No vôlei feminino, o Brasil não teve dificuldade em superar o Cazaquistão por 3 x 0.

A décima posição de Jade Barbosa no individual geral da ginástica artística mostrou evolução em relação ao ciclo passado, quando Daniele Hypólito ficou em 12º. Ana Claudia Silva terminou a mesma disputa em 22º. No próximo domingo ocorrem as finais por aparelho com Jade Barbosa, Diego Hypólio e Daiane dos Santos.

O Handebol feminino do Brasil surpreendeu a vice-campeã olímpica Coréia do Sul no último segundo do jogo e agora só precisa vencer a Suécia para se classificar para a próxima fase.






Foto: Uol Esporte

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pequim 2008


Cielo conquista o bronze nos 100 m livre

Natação brasileira volta ao pódio em provas individuais depois de 12 anos

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

De oitavo para terceiro. Após chegar à final dos 100 m livre com o pior tempo entre os oito nadadores, as expectativas de César Cielo não eram as melhores nesta quinta-feira em Pequim. No entanto, um sonho se tornou realidade.

Nadando na raia oito, a revelação brasileira fez 47s67, bateu na terceira posição e repetiu o feito de Fernando Scherer em 1996, quando também nadou na raia oito e trouxe a medalha de bronze para o país.

"É muito bom, parece que era para ser, eu tinha sonhado que tinha ficado em terceiro, mas acordei e falei estou na raia oito. Mas consegui. É muito bom trazer essa medalha para o Brasil", disse, emocionado.

Apesar da emoção, Cielo se mostrou bastante determinado para o seu próximo desafio de hoje. “Agora vou ganhar os 50. Vou buscar essa medalha de ouro nos 50”, falou o brasileiro fazendo referência aos 50 m livre, sua principal prova.

Outro atleta nacional e esperança de medalha que caiu nas piscinas do Cubo D’Água foi Thiago Pereira nos 200 m medley. O nadador se classificou para a final com 1min58s06, além de fazer o terceiro melhor tempo do dia.

Outros resultados

No handebol masculino, o Brasil dominou a partida até os 20 minutos do segundo tempo. Foi quando a atual vice-campeã mundial, Polônia, reagiu, virou a parcial e venceu. Essa foi a 3ª derrota seguida da seleção brasileira que praticamente não tem mais chances de classificação.

Em uma partida muito equilibrada no vôlei de praia, Renata e Talita venceram as gregas Karantasiou e Arvaniti e avançaram em primeiro na chave. Nas oitavas-de-final, as brasileras deverão enfrentar uma dupla teoricamente mais fraca. Hoje a noite na China, Márcio e Fábio Luís jogaram contra uma dupla da Rússia e não decepcionaram.

Mais um atual campeão mundial perdeu no judô e frustou a torcida brasileira. Luciano Corrêa fez uma luta muito ruim e acabou derrotado pelo holandês Henk Grol, por ippon. O rival chegou à semi-final e deu chances ao brasileiro continuar pela repescagem.

Na sequência, Corrêa derrotou o israelense Arik Zeevi foi na primeira luta, mas na seguinte perdeu para o polonês Przemyslaw Matyjaszek e foi eliminado da competição. Edinanci Silva iniciou contra a espanhola Esther San Miguel e estava superior na luta, mas um delize foi fundamental para que a algoz a vencesse por uma diferença mínima.

A européia acabou chegando nas semi-finais e colocou "Edi" na chave dos derrotados. Nos primeiros compromissos, a brasileira venceu a russa Vera Moskalyuk e a italiana Lucia Morico, e se classificou para a final da repescagem. Na disputa pelo bronze, a brasileira acabou derrotada por uma sul-coreana e terminou a olimpíada na melhor posição de sua carreira, quinto lugar.

No boxe, Washington Silva venceu o ganes Ganes Bastie e avançou às quartas-de-final da competição.

Na disputa por equipes do tênis de mesa o Brasil sofreu a segunda derrota - desta vez para a Suécia - e está eliminado da competição.

Favorita ao ouro no torneio masculino de vôlei, a seleção brasileira perdeu pára a Rússia por 3 X 1 e agora precisa vencer seus próximos compromissos para avançar com uma boa colocação no grupo B.


Foto: Uol Esporte

Declaração: Uol Esporte/Sportv

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pequim 2008


Favorito no judô conquista "apenas" o bronze

Grande esperança de ouro para o país cai nas quartas-de-final e não vai ao lugar mais alto do pódio

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


Mais um ouro que não veio. Tiago Camilo, atual campeão mundial da categoria, conquistou sua segunda medalha em Olimpíadas, mas o melhor atleta do campeonato mundial de 2007 teve que se contentar apenas com o bronze.

O brasileiro estreou vencendo o japonês Takashi Ono ao conseguir um waza-ari e dois yukos. Na segunda luta, não deu chances ao iraniano Hamed Malek e se classificou às quartas-de-final. Na fase seguinte foi surpreendido pelo alemão Ole Bischof e acabou indo para a repescagem.

Nessa fase começou vencendo o norte-americano Travis Stevens por uma pequena vantagem. Em seguida derrotou o britânico Euan Burton com um waza-ari e se classificou para a disputa do bronze. Não deu outra, Camilo venceu o holandês Guillaume Elmont e conquistou sua segunda medalha olímpica.

No feminino, Danielli Yuri teve uma participação discreta em sua primeira olimpíada. Apesar de abrir boa vatagem no começo da luta, foi pega de surpresa e acabou derrotada pela sul-coreana Jayoung Kong. A brasileira não seguiu na disputa por medalhas pois sua algoz não chegou às semi-finais.

Outros Resultados

O vôlei de praia teve o primeiro revés na tarde desta terça-feira em Pequim. A dupla Márcio e Fábio Luiz, campeã mundial em 2005, foi derrotada de virada pelos austríacos Doppler e Gartmayer em uma partida bastante equilibrada. No feminino o Brasil segue 100 %. Renata e Talita venceram as austríacas Schwaiger e Schwaiger por 2 x 0 e se classificaram às oitavas-de-final.

No handebol masculino, o Brasil não foi páreo para a Croácia, atual campeã olímpica, e perdeu por 33 X 14.

Renzo Agresta, esgrimista brasileiro, iniciou bem a disputa no sabre individual. Venceu na primeira rodada sem grandes dificuldades o egípcio Samir Mahmoud por 15 X 8. Já na fase seguinte pegou o italiano Luigi Tarantino e acabou derrotado, dando adeus à competição.

Na natação, Kaio Márcio não decepcionou, ficou em terceiro em sua série semi-final e entrou na disputa por medalhas nos 200 m boboleta com o sexto melhor tempo. César Cielo passou a final dos 100 m livre com o sétimo melhor tempo. Joana Maranhão ficou apenas em quinto na sua bateria dos 200 m borboleta e não avançou. Nos 200 m peito, Thiago Pereira e Henrique Barbosa não passaram da fase eliminatória. No 4 X 100 livre o Brasil terminou na última colocação e não garatiu passagem à final.

No boxe, Robenílson Vieira derrotou o ateta do Sri Lanka, Anuruddha Ratnayake, e se classificou para as oitavas-de-final.

André Sá e Marcelo Melo venceram os tchecos Radek Stepanek e Tomas Berdych pelo torneio de duplas do tênis.

O Brasil encerrou a participação no hipismo - CCE - na 10ª colocação.

No futebol feminino o Brasil venceu a Nigéria por 3 X 1 em um jogo que Cristiane reinou em campo e marcou os três gols para o país, garantindo a classificação à próxima fase.




Foto: Uol Esporte

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pequim 2008


Judô conquista primeiras medalhas

Desempenho na China já iguala resultados obtidos em Atenas

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

A novata Ketleyn Quadros e o já experiente Leandro Guilheiro ganharam o bronze para o Brasil nesta segunda-feira em Pequim. Nas duas primeiras lutas, Guilheiro venceu o argentino Mariano Bertolotti e o sul-africano Marlon August, ambos por ippon.

Nas quartas-de-final acabou derrtado pelo atual campeão mundial, o sul-coreano Kichun Wang, caindo na chave da repescagem. Em seguida o brasileiro venceu todas as suas lutas até chegar na disputa pelo pódio. Em apenas 23 segundos derrotou o iraniano Ali Malomat e conquistou sua segunda medalha olímpica.

Quadros iniciou com uma vitória sobre a sul-coreana Sin-Young no golden score. Em seguida, não resistiu a holandesa Deborah Gravenstijn e acabou entrando para a repescagem já que sua algoz venceu a luta seguinte.

Foi então que a brasileira passou por três desafios até chegar na disputa pelo bronze. Em uma luta bastante disputada e decidida também no golden score, a jovem atleta nacional venceu a australiana Maria Pekli e fez história ao se tornar a primeira judoca do Brasil a ganhar uma medalha no judô feminino.

Outros resultados

Na natação, Rodrigo Castro nadou os 200 m livre, mas não se classificou por ficar em último na sua série semi-final. Na final dos 100 m borboleta, a jovem Gabriela Silva conseguiu a sétima colocação, resultado surpreendente para o país. Monique Ferreira ficou em quarto em sua bateria dos 200 m livre, mas fez apenas o 28º tempo no geral e parou na eliminatória. Kaio Márcio acabou em segundo na sua série e avançou com o terceiro melhor tempo do dia. Joana Maranhão não foi adiante nos 200 m medley.

No Handebol, a seleção feminina empatou com a Hungria no segundo jogo da primeira fase. As húngaras começaram o jogo melhor e terminaram o primeiro tempo com cinco gols de vantagem. Mas o Brasil reagiu e logo no início do segundo tempo o placar já estava empatado. A partir daí ambos os times lideraram, mas com ótimas finalizações de Duda Amorim, o Brasil chegou a abrir dois gols no fim do jogo. A um segundo do fim da partida a Hungria empatou e tirou a possibilidade do Brasil somar dois pontos na tabela.

No boxe, Robson Conceição foi derrotado pelo chinês Yang Li e deu adeus à competição.

No skiff simples, prova do remo, Anderson Nocetti ficou em quinto na sua série de quartas-de-final e não passou para a próxima fase. No feminino, Fabiana Beltrame obteve a mesma colocação e também não avançou.

No vôlei de praia, Ana Paula e Larissa voltaram a perder o primeiro set, mas passaram pelas russas Uryadova e Shiryaeva.

Na chave simples do tênis, Tomas Bellucci acabou perdendo de virada para o eslovaco Dominik Hrbaty. E Marcos Daniel também está eliminado da competição.

No vôlei feminino, o Brasil arrasou o temido time russo. A partida foi decidida em três sets com muita tranquilidade.

No basquete feminino, as brasileiras foram derrotadas para a atual campeã mundial, a Austrália. O jogo foi marcado pela reação nacional no 4º quarto, mas as asutralianas confirmaram o favoritismo e não deram chances ao país.


Foto: Uol Esporte

domingo, 10 de agosto de 2008

Pequim 2008


Vitórias e derrotas marcam segundo dia

Vôlei de praia segue 100% na China enquato Judô volta a decepcionar

Vinícuis Paleari
São Paulo (Brasil)

Em mais um dia de disputas na Olimpíada de Pequim, o vôlei de praia brasileiro mostrou porque é favorito. Na sua estréia, Renata e Talita começaram atrás, mas venceram as mexicanas Garcia e Candelas por 2 x 1.

No primeiro set as mexicanas conseguiram abrir uma vantagem e comandaram o placar. As brasileiras até encostaram na reta final, mas não foi suficiente para virar o placar. No set seguinte a dupla do Brasil começou bem, conquistou uma diferença e administrou até o fim, fechando a parcial. O início do tie break foi equilibrado, mas as brasileiras logo comandaram até fechar a partida. Um contra-ataque de Renata selou a vitória brasileira.

Pelo torneio masculino, Márcio e Fábio Luís estrearam vencendo os italianos Lione e Amore por 2 x 0. O primeiro set começou equilibrado, mas os brasileiros logo abriram uma boa vantagem com ótimos bloqueios de Fábio.

Os europeus chegaram a encostar no placar devido a erros de recepção pelo lado do Brasil, porém sem sucesso. No segundo set os rivais começaram melhor, mas não foram páreos para a força brasileira. Um ace de Márcio fechou o jogo para o Brasil.

Já o esporte que o Brasil fez grandes apostas para esses Jogos Olímpicos vem decepcionando. No Judô, Andressa Fernandes, substituta de Érika Miranda, cortada devido a uma lesão, acabou derrotada pela dominicana Maria Garcia.

A luta foi bastante equilibrada no início, com punições para ambos os lados. Mas a brasileira acabou levando a segunda punição e Garcia soube administrar o placar até o fim do combate. Como sua algoz foi derrotada na luta seguinte, Fernandes foi eliminada do torneio.

Em uma luta disputada, João Derly, atual bicampeão mundial de sua categoria, venceu o primeiro compromisso contra o sul-coreano Joojin Kim. Na seguinte, válida pelas oitavas-de-final, acabou surpreendido pelo português Pedro Dias. Derly teve que esperar a próxima luta de seu algoz para saber se continuaria pela repescagem, mas não teve sorte pois Dias foi derrotado, tirando qualquer chance de medalha para o brasileiro.

Na natação, em uma prova que não era favorito, Thiago Pereira acabou fora do pódio. O brasileiro disputou a final dos 400 m medley e finalizou o nado borboleta em 4º lugar, assim como os nados costas e peito.

Porém no nado livre seu rendimento caiu, quando perdeu quatro posições e chegou apenas na oitava e última colocação. Já Gabriela Silva surpreendeu nos 100 m borboleta ao chegar em quarto na segunda semifinal e conquistar uma vaga na decisão.


Outros resultados

No Hipismo, o Brasil terminou em 11º lugar no adestramento por equipes do CCE (Concurso Completo de Equitação).

No boxe, Myke Carvalho foi derrotado por Richarno Colin, de Maurício, e deu adeus à competição.

Pela classe 49er da vela, os brasileiros André Fonseca e Rodrigo Duarte estão em 6º no geral.

Eduardo Couto, da classe Finn da vela, encerrou o dia na 11º posição no geral.

No skiff duplo peso leve, prova do remo, Camila Carvalho e Luciana Granato acabaram apenas em 5º lugar na eliminatória, mas ainda sonham em continuar na competição, já que disputarão a respescagem. Mesma situação vive Tiago Gomes e Tiago Almeida pela categoria masculina.

Pelo torneio masculino de Handebol, o Brasil teve uma estréia difícil e acabou perdendo para a França por 34 x 26. Os franceses ficaram na 4º colocação no último Mundial.

Em sua estréia na Olimpíada, o vôlei masculino do Brasil não teve dificuldades para vencer o Egito por 3 x 0. O time comandado pelo técnico Bernardinho sempre esteve à frente do placar e não deu chances aos africanos.

A seleção brasileira masculina de futebol finalmente jogou o futebol corresponte ao país pentacampeão mundial e venceu a Nova Zelândia por 5 x 0.

Nas classificatórias da natação, Fabíola Molina ficou apenas em 5º na sua bateria e não avançou à semi-final. Rodrigo Castro acabou em 7º lugar nas eliminatórias dos 200 m livre, quebrou o recorde sul-americano que pertencia a Gustavo Borges, e se classificou às semi-finais. Nos 100 m peito, Tatiana Sakemi fez apenas o 39º tempo e não obteve a vaga para a próxima fase. Guilherme Guido participou dos 100 m costas, mas não teve sucesso ao cravar somente o 20º tempo no geral. O 4 X 100 livre masculino foi desclassificado devido um erro de Rodrigo Castro.

Clemilda Fernandes terminou sua participação na prova de resistência do ciclismo na 51º colocação.


Ginástica faz história em Pequim

Brasil surpreende e alcança maior número de finais em uma Olimpíada

Vinícius Paleari
São paulo (Brasil)

O time feminino de ginástica artística fez uma ótima participação na China e se classificou a cinco finais. Além de duas no individual geral, as meninas comandadas pelo técnico Oleg Ostapenko alcançaram outras três decisões. Com regularidade em três dos quatro aparelhos, o Brasil terminou na sétima colocação por equipes, o que rendeu uma vaga na disputa por medalhas.

A equipe iniciou no solo com Ethiene Franco. Com uma série segura, a ginasta não decepcionou a estreia do país na Olimpíada. Na sequência Daniele Hypólito, Ana Claudia Silva, Jade Barbosa e Daiane dos Santos completaram a passagem do Brasil no aparelho.

As maiores expectativas giravam em torno de Daiane dos Santos, que não decepcionou e entrou na final com a 5ª melhor nota. Em seguida foi a vez do salto. Ethiene novamente abriu, mas não realizou um salto com alto grau de dificuldade - yurchenko com pirueta -, recebendo a nota apenas para ajudar a equipe.

Laís, Ana Claudia e Daiane realizaram saltos mais difíceis - yurchenko com pirueta e meia -, e somaram notas importantes no geral. Mais aguardada entre brasileiras, Jade Barbosa não realizou seus principais saltos demoninados "Cheng" e "Amanar", mas conseguiu passar à final com a 7º média entre as participantes.

Nas barras paralelas o Brasil teve um desempenho regular. Jade, Ana Claudia e Laís fizeram boas séries e conseguiram pontuações indispensáveis. Daniele e Ethiene também acertaram, mas as notas de execução e dificuldade, respectivamente, impossibilitaram uma melhor pontuação final.

No último aparelho o desempenho foi muito irregular. A trave foi o famoso "algoz" durante essa fase classificatória, com três quedas entre as cinco participantes. Apenas as novatas Ethiene e Ana Claudia se manteram em cima da trave. As quedas colocaram em risco a classificação do país à final por equipes, que pouco depois foi divulgada e deixou as brasileiras aliviadas. Ainda na soma dos aparelhos, Jade ficou em 8º e Ana Claudia em 23º, portanto irão disputar medalhas no individual geral.


Foto: Uol Esporte

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pequim 2008


Favoritos estréiam com vitória

Vôlei começa bem, mas Judô decepciona no primeiro dia

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Argélia por 3 sets a 0 em Pequim, no seu primeiro compromisso da fase inicial. As meninas comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães iniciaram a partida um pouco nervosas, errando passes, mas logo se encontraram no jogo.

Com Paula e Mari nas pontas, Fabiana e Walewska no meio, Sheila na saída e Fofão levantando, além da líbero Fabi, a Argélia não resistiu. O Brasil sacou muito bem, quebrou a recepção do adversário e aproveitou os contra-ataques.

No segundo set, as jogadoras voltaram a errar passes, mas colocaram a cabeça no lugar e fecharam a parcial sem grandes problemas. Thaísa, Jaqueline e Sassá entraram no 3º set, devido à facilidade da partida. Um erro de saque da argeliana concretizou a vitória brasileira.

Se na quadra o Brasil não teve dificuldades, nas areias a história foi a mesma. Ricardo e Emanuel tiveram uma estréia tranqüila contra a dupla de Angola, formada por Fernandes e Morais. O saque dos brasileiros quebrou o passe dos africanos, que não apresentaram muita resistência e perderam por 2 X 0.

Já o judô, visto como grande esperança de medalhas para o país, não teve um bom início. Denilson Lourenço venceu o primeiro combate contra o ucraniano Maksym Korotun, por ippon. Porém na segunda não foi páreo para o tcheco Pavel Petrikov, perdendo por Koka. Sarah Menezes até começou bem, mas não intimidou a húngara Eva Csernoviczki. Os dois acabaram eliminados do torneio, já que seus algozes perderam a luta seguinte.

Outros resultados

No hipismo, o Brasil encerrou a participação classificatória do CCE (Concurso Completo de Equitação) na 9º colocação.

Na vela, Eduardo Couto é, no momento, o 10º colocado no geral da Classe Finn.

No tiro os brasileiros Júlio Almeida e Stenio Yamamoto ficaram fora da final da pistola de ar 10 m. Mesmo sem alcançar a disputa por medalhas, Almeida fez uma boa participação, ficando na 13ª posição.

Washington Silva venceu a luta de sua categoria no Boxe e se classificou para a 2ª rodada.

Fabiana Beltrame e Anderson Nocetti, ambos no Skiff simples, passaram à próxima fase da competição de Remo.

No tiro com arco, o brasileiro Luis Gustavo ficou apenas na 61ª colacação.

No ciclismo, Murilo Fischer acabou em 20º a prova de resitência.

As meninas do basquete não souberam administrar a vantagem durante o 4º quarto e acabaram derrotas pela Coréia-do-sul na prorrogação. Tendo como base esse jogo, a seleção feminina deve conseguir no máximo chegar às quartas-de-final da competição.

Diego Hypólito garantiu uma vaga na final de solo ao receber a nota 15,950, a melhor da fase classificatória. Vale ressaltar que o brasileiro fez na primeira diagonal o Duplo Twist carpado, ao invés do "Hypólito".

Natação: Thiago Pereira se classificou à final dos 400 m medley com a oitava e última vaga. Já é uma evolução em relação a Atenas, quando ele ficou apenas em 21º na prova. Nos 100 m borboleta Daynara de Paula parou na eliminatória, já Gabriela Silva avançou para a próxima fase com o 5º melhor tempo. Joana Maranhão venceu sua bateria dos 400 m medley, mas o tempo não foi suficiente para colocá-la na final. Nos 100 m peito Felipe França e Henrique Barbosa não tiveram um desempenho regular e estão fora da próxima fase. No 4 X 100 livre feminino o Brasil bateu o recorde sulamericano, mas não avançou à final.

No vôlei de praia, Ana Paula sentiu o desgaste da viagem e não rendeu tudo o que podia. No primeiro set cometeu muitos erros e as georgias venceram. No segundo, a dupla nacional cresceu, fechando a parcial em 21 x 17. Já no tie break as brasileira não deram chances às adversárias e, com um bloqueio de Larissa, venceram o jogo por 2 x 1.

A seleção feminina de futebol voltou a jogar mal e consegiu "tomar" um gol das coreanas nos acréscimos. No entanto, o resultado foi positivo, já que precisávamos vencer para não depender de outros resultados. O placar foi 2 x 1 para o Brasil.

O handebol brasileiro é um incógnita. As meninas jogaram contra a Alemanha, bronze no último Mundial, e venceram o primeiro tempo por 12 x 11. No segundo tempo ficaram mais de 14 minutos sem pontuar, então a rival abriu 8 gols de vantagem. No final, esboçaram uma boa reação e encostaram, mas não foi suficiente e perderam or 24 x 22.


Foto: Uol Esporte

De flic em flic a ginasta "enche papo" !


De coadjuvante a destaque mundial

Ginástica Artística brasileira tem favoritos à medalha em Pequim

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


Há dez anos, quem imaginava que o Brasil iria conquistar três ouros, duas pratas e um bronze em Mundiais de ginástica? Dificilmente alguém, mas isso aconteceu.

Tudo se deveu ao intercâmbio promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica, com técnicos estrangeiros e a formação de uma Seleção Permanente. Após os resultados de Luiza Parente, Daniele Hypólito deu continuade ao trabalho e abriu definitivamente às portas ao esporte em 2001, quando ficou com a prata no solo no Mundial de Ghent, na Bélgica.


Dois anos mais tarde, Daiane dos Santos se tornaria a primeira brasileira campeã mundial e batizaria um elemento jamais realizado, o Duplo Twist Carpado, o “Dos Santos”. Convicto de que o país iria trazer bons resultados na Olimpíada de Atenas, o ucraniano líder da equipe brasileira, Oleg Ostapenko, quase deixou a comando após o 9º lugar por equipes e a 5ª posição de Daiane.

Porém, o estrangeiro apostou em outro talento para Pequim, a jovem Laís Souza. Com um futuro brilhante pela frente, a brasileira acabou desperdiçando as maiores oportunidades de sua carreira devido às lesões no tornozelo e no joelho, e provavelmente nunca mais voltará a competir em alto nível, frustrando os planos de Ostapenko.

Mas, se Laís não satisfez o técnico, outros dois nomes surgiram e deram esperança à ginástica nacional. Em 2004, Diego Hypólito figurou entre os melhores do mundo no solo com a conquista de diversa etapas da copa do mundo. Um ano depois se tornou campeão mundial da prova em Melbourne, na Austrália. O mesmo resultado se repetiu dois anos mais tarde em Stuttgart, na Alemanha. Mas, foi durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, que um talento conquistou o Brasil. Jade Barbosa chegou, cativou, emocionou e acabou campeã na prova de salto, um ouro que o país não trazia desde a conquista de Luísa Parente, em 1991. Dois meses depois, a carioca ainda conquistou o bronze no individual geral do Mundial de Stuttgart e entrou para a história da ginástica brasileira.

Em Pequim - Análise - Matchponto:

Pela segunda vez consecutiva, o Brasil chega a uma Olimpíada com chances de disputar a medalha de ouro. Diego Hypólito, único ginasta classificado no masculino, é a principal esperança para o Brasil. O atleta irá disputar as provas de salto e solo, sendo a primeira apenas um aquecimento para a sua especialidade. Bicampeão Mundial e da Grande Final da Copa do Mundo, o brasileiro entrará no tablado com uma das séries mais difíceis da competição. O ginasta, que tem uma execução muito correta, precisa só acertar para ser grande candidato ao ouro olímpico.

No feminino, Jade Barbosa é a atleta que o Brasil mais aposta para esses Jogos Olímpicos. O técnico da seleção chegou a depositar suas fichas nela, mas dias depois alegou que ela não estava no nível de chinesas e norte-americanas, e que não deveria disputar medalhas. No entanto, após a aclimatação no Japão, voltou atrás e afirmou que a brasileira teria chances de disputar finais do individual geral, solo, salto e até mesmo na trave, caso controlasse a ansiedade.

Depois de sofrer lesões em 2007, Daiane dos Santos deu a volta por cima e está com boas condições de chegar à final de solo. A ginasta utilizou as etapas da copa do mundo de 2008 para voltar ao ritmo de competição, e provavelmente incluirá em sua série olímpica as acrobacias: Tuskahara esticado, Duplo Twist Esticado, Duplo Esticado e Mortal Carpado + flic flac + Duplo Carpado. A gaúcha tentará uma medalha no solo após um desempenho fraco no último Mundial.

Daniele Hypólito, Ana Claudia Silva, Laís Souza e Ethiene Franco são as outras componentes da equipe nacional, mas não devem chegar às finais. As expectativas giram em torno da novata Ana Claudia, que irá disputar os quatro aparelhos e tem chances de disputar a final Individual Geral.




Foto: Globo Esporte; Uol Esporte; O Globo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Pequim 2008


Competições olímpicas iniciam nesta sexta-feira

Atletas disputam medalhas no tiro e no levantamento de peso no dia da abertura

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Você deve estar confuso. Se a abertura da Olimpíada será durante a noite em Pequim, como haverá competição no mesmo dia? A resposta é muito simples. O fuso horário da China está 11 horas na frente do brasileiro, assim, quando o relógio marcar 19 h do dia 08/08 no Brasil, já serão 6 da manhã do dia 09/08 no país oriental.

Após a cerimônia que certamente irá marcar os Jogos Olímpicos de Pequim, os atletas terão pouco tempo para descansar. Badminton, basquete, esgrima, handebol, hipismo, vôlei, vôlei de praia, levantamento de peso e tiro iniciarão as disputas do programa olímpico na manhã deste sábado na China, e noite de sexta-feira no Brasil.


Um pouco de algumas modalidades e da participação brasileira... Análise -Matchponto:


Badminton

“Bad.... o quê ?”
Badminton!!! Esse é o nome do esporte que é dominado mundialmente por chineses, coreanos e indonésios. Muito semelhante ao tênis, mas com diferenças básicas, como a peteca ao invés da bolinha e a rede colocada a 1,55 m de altura.
A China chega a Pequim como principal favorita à conquista de medalhas, já que ganhou três ouros dos cinco possíveis no último mundial. Se a anfitriã dos jogos pretende equilibrar a disputa acirrada no quadro de medalhas com os Estados Unidos, deve apostar uma de suas fichas no Badminton, já que os estadunidenses não têm sequer uma medalha olímpica nessa modalidade. O Brasil não terá representantes.


Basquete

A disputa do torneio masculino deverá ser entre os Estados Unidos que, apesar dos “fracassos” nas últimas competições, estarão com jogadores fenomenais a sua disposição; a Argentina que é a atual campeã olímpica; a Espanha que é a atual campeã mundial; e a Grécia, que venceu o último pré-olímpico e é a atual vice-campeã mundial. Os times estão muito bem representados, mas desta vez aposto na "ressurreição" do Dream Team.
Pela terceira Olimpíada consecutiva, o Brasil não se classificou.

Já pelo torneio feminino, as três principais seleções favoritas ao título são Estados Unidos, Austrália e Rússia. As estadunidenses acabaram apenas com o bronze no último mundial, mas são as jogadoras a serem batidas em Pequim. As australianas são as atuais campeãs mundiais e vão contar com todo o talento de Lauren Jackson para vencer os adversários. A Rússia foi vice-campeã mundial em 2006 e vai contar com suas principais jogadoras, entre elas, Maria Stepanova, para chegar ao lugar mais alto do pódio.

Espanha, China, Bielorússia, Brasil, República Tcheca e Letônia completam os times que podem surpreender nessa olimpíada, sendo Nova Zelândia e Mali os mais fracos.

Na metade do ciclo olímpico o Brasil perdeu Alessandra, Cíntia Tuiú, Helen e Janeth, que se aposentaram da seleção. Em 2008, após um desentendimento com o técnico Paulo Bassul, a ala Iziane também deixou de fazer parte da equipe. Em compensação, Karla e Claudinha foram repatriadas. Entretanto, a notícia mais negativa que a seleção poderia ter seria sobre uma séria contusão. E teve! Érika de Souza, nossa principal pivô, não se recuperou a tempo e está fora dos jogos. Agora as meninas vão ter que apostar na velocidade e em um esquema tático de armação muito bem planejado, já que a altura será nosso principal problema na competição. O Brasil precisará de vitórias sobre Letônia, Bielorússia e Coréia. Desta forma classificaríamos para as quartas-de-final em 3º do grupo A e não cruzaríamos com os Estados Unidos, provável primeiro colocado do Grupo B.


Esgrima

Esporte dominado por italianos, franceses e húngaros, a esgrima terá em Pequim competições com espada, florete e sabre. Alguns serão disputados somente no individual, outros contarão com a equipe também. O Brasil estará representado por João de Souza no Florete e Renzo Agresta no sabre. Porém, nossas chances são remotas, já que o país não possui tradição no esporte.



Handebol

No masculino, Alemanha, Polônia e Dinamarca são os principais favoritos por terem ocupado o pódio, nessa ordem, no último mundial. Espanha, França e Croácia também estarão na briga pelas medalhas. O Brasil está indo a Pequim com o objetivo de melhorar a 10ª colocação de Atenas. Infelizmente os brasileiros perderam um jogador importante na defesa, Jaqson, que foi cortado da seleção por ter sido pego no antidoping.

O torneio feminino não contará com a atual campeã olímpica, a Dinamarca. Mas, se depender dos outros times europeus, o Brasil tem muito que se preocupar. A atual campeã mundial, Rússia, deve disputar o ouro com Noruega, Alemanha, Romênia, França e Coréia. O Brasil também estará nos jogos com o objetivo de melhorar a 8ª colocação de Atenas. Porém, se as chances dos homens chegarem às quartas-de-final são remotas, a das meninas são reais.


Hipismo

O hipismo contará com provas de Adestramento individual, Adestramento por equipes, Concurso completo individual, CCE, Saltos individual e Saltos por equipes.

Brasil
Saltos por equipes - a equipe brasileira é a atual campeã pan-americana (já ganhamos outras três vezes), além disso, já conquistamos dois bronzes olímpicos na prova. Em Atenas ficamos apenas na 10ª posição . O que esperar em Pequim ? Boa pergunta. Talvez nem mesmo os integrantes de nossa equipe tenham idéia da posição irão ficar.

Saltos Individuais - Rodrigo Pessoal é o atual campeão Olímpico, conquista que complementa um histórico exemplar de títulos (foi campeão Mundial e Tri-campeão da Copa do Mundo). Hoje poderia ser o atual Bi-campeão olímpico caso Baloubet du Rouet não tivesse refugado em Sidney. O que esperar em Pequim ??? Pergunte ao Rufus, novo parceiro de Pessoa, talvez ela seja o mais indicado para responder essa pergunta.

Vôlei de Praia

As principais duplas femininas que estarão nos jogos são: Walsh e May, dos Estados Unidos, que são as atuais campeãs olímpicas e tri-campeãs Mundiais; as chinesas Tian Jia e Wang Fei, atuais vice-campeãs mundiais; e Zhang Xi e Xue, 4ªs colocadas no último mundial, também da China. A contusão de Juliana e a união de Ana Paula com Larissa fez a equipe brasileira ser uma incógnita. Renata e Talita formarão nossa outra dupla e segue no grupo das favoritas.

No masculino, os principais favoritos são Rogers e Dalhausser, dos Estados Unidos, que são os atuais campeões mundiais. Ao lado deles estão os brasilerios Ricardo e Emanuel, atuais campeões olímpicos. Jogando em casa, Wu e Xu tem chances de fazer uma boa participação, já que em 2008 estiveram bem regulares no circuito, assim como os alemães Brink e Dieckmann. A outra dupla do Brasil é formada por Márcio e Fábio Luís, campeões mundiais em 2005 e com um ano de 2008 bem irregular, mas que também está entre os favoritos do torneio.


Vôlei
No feminino, Brasil, Rússia, China, Itália, Cuba e Estados Unidos são as seleções mais fortes que estarão nos jogos. Aponto as três primeiras como principais favoritas às medalhas. A seleção brasileira chega credenciada a Pequim após conquistar o heptacampeonato do Grand Prix, em julho deste ano.

No masculino a disputa estará mais acirrada. Brasil, Eua, Rússia, Sérvia, Itália, Polônia e Bulgária estão concorrendo ao três primeiros lugares. Apesar do histórico invejável - heptacampeão da Liga Mundial; atual campeão Pan-americano, atual campeão da Copa dos Campeões, atual bicampeão mundial; atual bicampeão da Copa do Mundo e atual campeão olímpico -, o time brasileiro não levará sozinho nas costas o peso do favoritimo. O quarto lugar na Liga Mundial - 2008 foi o pior desde que o técnico Bernardinho assumiu a seleção, e credenciou a Sérvia - vice-campeã - e os Estados Unidos - campeão - como candidatos a uma medalha.


Fotos: IG; Click RBS; Uol Esportes; Globo Esporte