sexta-feira, 8 de agosto de 2008

De flic em flic a ginasta "enche papo" !


De coadjuvante a destaque mundial

Ginástica Artística brasileira tem favoritos à medalha em Pequim

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


Há dez anos, quem imaginava que o Brasil iria conquistar três ouros, duas pratas e um bronze em Mundiais de ginástica? Dificilmente alguém, mas isso aconteceu.

Tudo se deveu ao intercâmbio promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica, com técnicos estrangeiros e a formação de uma Seleção Permanente. Após os resultados de Luiza Parente, Daniele Hypólito deu continuade ao trabalho e abriu definitivamente às portas ao esporte em 2001, quando ficou com a prata no solo no Mundial de Ghent, na Bélgica.


Dois anos mais tarde, Daiane dos Santos se tornaria a primeira brasileira campeã mundial e batizaria um elemento jamais realizado, o Duplo Twist Carpado, o “Dos Santos”. Convicto de que o país iria trazer bons resultados na Olimpíada de Atenas, o ucraniano líder da equipe brasileira, Oleg Ostapenko, quase deixou a comando após o 9º lugar por equipes e a 5ª posição de Daiane.

Porém, o estrangeiro apostou em outro talento para Pequim, a jovem Laís Souza. Com um futuro brilhante pela frente, a brasileira acabou desperdiçando as maiores oportunidades de sua carreira devido às lesões no tornozelo e no joelho, e provavelmente nunca mais voltará a competir em alto nível, frustrando os planos de Ostapenko.

Mas, se Laís não satisfez o técnico, outros dois nomes surgiram e deram esperança à ginástica nacional. Em 2004, Diego Hypólito figurou entre os melhores do mundo no solo com a conquista de diversa etapas da copa do mundo. Um ano depois se tornou campeão mundial da prova em Melbourne, na Austrália. O mesmo resultado se repetiu dois anos mais tarde em Stuttgart, na Alemanha. Mas, foi durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, que um talento conquistou o Brasil. Jade Barbosa chegou, cativou, emocionou e acabou campeã na prova de salto, um ouro que o país não trazia desde a conquista de Luísa Parente, em 1991. Dois meses depois, a carioca ainda conquistou o bronze no individual geral do Mundial de Stuttgart e entrou para a história da ginástica brasileira.

Em Pequim - Análise - Matchponto:

Pela segunda vez consecutiva, o Brasil chega a uma Olimpíada com chances de disputar a medalha de ouro. Diego Hypólito, único ginasta classificado no masculino, é a principal esperança para o Brasil. O atleta irá disputar as provas de salto e solo, sendo a primeira apenas um aquecimento para a sua especialidade. Bicampeão Mundial e da Grande Final da Copa do Mundo, o brasileiro entrará no tablado com uma das séries mais difíceis da competição. O ginasta, que tem uma execução muito correta, precisa só acertar para ser grande candidato ao ouro olímpico.

No feminino, Jade Barbosa é a atleta que o Brasil mais aposta para esses Jogos Olímpicos. O técnico da seleção chegou a depositar suas fichas nela, mas dias depois alegou que ela não estava no nível de chinesas e norte-americanas, e que não deveria disputar medalhas. No entanto, após a aclimatação no Japão, voltou atrás e afirmou que a brasileira teria chances de disputar finais do individual geral, solo, salto e até mesmo na trave, caso controlasse a ansiedade.

Depois de sofrer lesões em 2007, Daiane dos Santos deu a volta por cima e está com boas condições de chegar à final de solo. A ginasta utilizou as etapas da copa do mundo de 2008 para voltar ao ritmo de competição, e provavelmente incluirá em sua série olímpica as acrobacias: Tuskahara esticado, Duplo Twist Esticado, Duplo Esticado e Mortal Carpado + flic flac + Duplo Carpado. A gaúcha tentará uma medalha no solo após um desempenho fraco no último Mundial.

Daniele Hypólito, Ana Claudia Silva, Laís Souza e Ethiene Franco são as outras componentes da equipe nacional, mas não devem chegar às finais. As expectativas giram em torno da novata Ana Claudia, que irá disputar os quatro aparelhos e tem chances de disputar a final Individual Geral.




Foto: Globo Esporte; Uol Esporte; O Globo.

3 comentários:

Anônimo disse...

A ginástica é um esporte que o Brasil está com grandes chances e tem ótimos atletas...
Como bailarina,eu AMO esses esporte... (L)
beiijo mariidoo ;*

Felipe Frelik disse...

Adorei o blog. Pena ter descoberto tao tarde e consequentemente ter perdido a cobertura das olimpiadas. Mas, aparti de hoje, serei um frequentador assíduo (hehe).
Só uma pequena correção, as lesões mais graves da Lais foram no tornozelo. Desde 2005, quando sofreu uma lesão por stress treinando uma tripla pirueta de saída da trave, ela tem que lidar com esse problema.

Vinícius de Almeida Paleari disse...

Pois é, Fê. Realmente as lesões da Laís começaram no tornozelo. É que em 2007 ela também teve problemas com o joelho, desta forma acabei esquecendo o tornozelo. Valeu por frequentar o blog!