quarta-feira, 17 de setembro de 2008

BRASIL - PEQUIM

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Brasil conquista ouro no futebol de 5

País bate recorde e termina em 9º no quadro geral de medalhas

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


A seleção brasileira de Futebol de 5 venceu hoje em Pequim a China por 2 a 1, de virada, em jogo válido pela final do torneio paraolímpico da modalidade. Após sair atrás no placar, o Brasil empatou em 1 a 1 com um gol de Ricardinho, aos 5 minutos do segundo tempo. Então, o jogo foi marcado pelo equilíbrio, quando, a menos de um minuto para o final da partida, Marquinhos marcou de pênalti, concretizou a vitória e deu o bicampeonato ao país.

Muito feliz, Ricardinho comentou sobre o título e as dificuldades de jogar contra os donos da casa. "Sair perdendo numa final paraolímpica é complicado. Mas fizemos o gol, pegamos confiança e soubemos jogar com tranquilidade para conseguir o resultado", disse ao Sportv. Já Marquinhos, autor do segundo gol brasileiro agradeceu aos companheiros após a conquista. "Fui abençoado nesse gol. Só tenho a dizer obrigado a todos que torceram pela gente e que sabiam do nosso potencial".

Com os resultados de hoje - além do ouro no futebol de 5, o brasileiro Tito Sena conquistou a prata na maratona na classe T46 -, o Brasil fez história nos Jogos. Foram 47 medalhas, 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, além da 9º colocação no quadro geral de medalhas -posição bem superior ao 14º em Atenas, em 2004 - , à frente de países como Espanha, Alemanha, França, Itália, Japão Polônia, Holanda, entre outros. Com a maior delegação da história - 188 atletas -, os paraatletas da natação e do atletismo conquistaram o maior número de medalhas, foram 19 e 15, respectivamente. Além disso, esportes sem tradição como tênis de mesa - prata por equipes - e a bocha - dois ouros e um bronze - fizeram história na capital chinesa. E, como não poderia faltar, o judô trouxe cinco medalhas e viu Antônio Tenório se tornar o atual tetracampeão paraolímpico de sua categoria.

O resultado poderia ter sido ainda melhor, caso atletas não tivessem sua categoria funcional reclassificada, como foi o caso de Clodoaldo Silva, que era da classe S4 em Atenas, mas competiu na S5 em Pequim. Além dele, outros nomes poderiam ter trazido mais medalhas de ouro caso competissem unicamente com atletas de suas classes, como foram os casos de Rosinha, no arremesso de peso e lançamento do disco, Shirlene Coelho - no lancamento de dardo, e Terezinha Guilhermina, nos 400 m rasos.

Fonte: foto/declaração: Uol Esporte

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