domingo, 23 de agosto de 2009

Campeonato Mundial de Atletismo


Maurren fica em sétimo

Com dores no joelho, campeã olímpica desiste de prova e Brasil termina mundial sem medalhas

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)


A brasileira Maurren Maggi entrou na disputa do salto em distância no Campeonato Mundial de Atletismo neste domingo, em Berlim, com o objetivo de salvar a participação nacional no quadro de medalhas. No entanto, com fortes dores no joelho direito, a saltadora não fez uma marca expressiva e desistiu da prova, terminando em 7º lugar.

A campeã olímpica em Pequim iniciou com um salto de 6,68 m, que a garantiu na disputa do ouro. Na sequência, Maurren fez um bom salto, mas queimou e perdeu a oportunidade de crescer na prova. No terceiro, a brasileira iniciou a corrida, mas não concluiu, foi onde ela deu os primeiros sinais de que não iria muito longe na prova.

Ainda motivada em continuar, a bicampeã pan-americana saltou pela quarta vez, mas logo após se dirigiu aos médicos e visivelmente abatida e com dores, vestiu o uniforme brasileiro e deu adeus à competição.

"Estava no meu limite. O joelho estava doendo muito e fui até onde eu podia", disse. "Agora eu vou sentar e ver com o meu médico. Arrisquei muito por esta competição. Se ele falar que tem que operar, eu vou operar", completou.

Outra brasileira na prova, Keila Costa despontou a torcida brasileira, queimou os três saltos iniciais e acabou fora das oito melhores que tem direito de disputar medalhas. Outras eliminadas na primeira fase da prova foram a bielo-russa Nastassia Mironchyk, a norte-americana Brianna Glenn e a polonesa Teresa Dobija.

A medalha de ouro ficou com a estadunidense Brittney Reese, que surpreendeu e saltou 7,10 m, o melhor salto do ano. Na segunda colocação ficou a russa vice-campeã olímpica Tatyana Lebedeva, com 6,97 m, e em terceiro a turca Karin Mey Melis, com 6,80 m. Quem decepcionou mais uma vez foi a portuguesa Naide Gomes, que ficou fora do pódio.

Com Maurren e Keila fora do pódio, que finalizaram a participação nacional na competição, o Brasil terminou como em Stuttgart-1993, Edmonton-2001 e Helsinque-2005, sem figurar no quadro de medalhas. Essa foi a quarta vez que a delegação verde-amarela não subiu ao pódio.


Declaração; Foto: Uol Esporte

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