Brasil está em três finais
Sergio Sasaki, Arthur Zanetti e Bruna Leal salvam o país; Diego e Ethiene decepcionam
Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)
A seleção brasileira de ginástica artística garantiu vaga em três finais no Campeonato Mundial da modalidade, disputado na Arena O2, em Londres. Na última terça-feira, quando foram realizadas as provas masculinas, a torcida nacional viu Sergio Sasaki, de apenas 17 anos, ficar em 24º no individual geral e avançar para a decisão que acontece amanhã (15).
Já Arthur Zanetti, integrante da equipe no último mundial, somou 15,250 pontos nas argolas e terminou a fase classificatória na em 8º. A posição rendeu uma vaga na decisão do aparelho, muito comemorada pelo atelta. "Chegar a final é maravilhoso. Ainda mais no palco das próximas Olimpíadas", disse.Caio Costa marcou presença no cavalo com alças, argolas e paralelas, mas não obteve um desempenho satisfatório, ficando longe da briga por medalhas. Mesma situação viveu Mosiah Rodrigues, que tentou uma vaga na barra fixa e no cavalo com alças.
Outro brasileiro na competição, Victor Rosa esteve em três aparelhos: paralela, barra fixa e solo. No entanto, a única prova que o atleta teve algum destaque foi o solo, onde recebeu a nota 14,950 dos árbitros e ficou na 16ª posição.
A principal decepção ficou por conta de Diego Hypólito. O ginasta, que estava em busca do terceiro título mundial, cometeu falhas e, com 15,400 pontos, acabou em 9º, fora da final. Ainda com dores no ombro devido a uma cirurgia realizada em junho, o atleta mostrou abatimento e apontou o pouco tempo de treinamento como principal motivo pelo fracasso.
"É claro que não estou satisfeito, porque eu queria pegar uma final. Mas estou tranquilo, por causa de tudo que passei, a cirurgia que fiz, apenas um mês treinando para o Mundial e não posso ficar me culpando tanto".
Feminino
Sem contar com Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Laís Souza e Jade Barbosa, a equipe feminina entrou renovada na Arena O2 nesta quarta-feira. Já na primeira bateria eliminatória, Bruna fez apresentações regulares nos quatro aparelhos e terminou entre as 24 melhores do individual geral (52,850), conquistando uma vaga na briga por medalhas.Mesmo com a classificação, a jovem promessa não ficou completamente satisfeita com o seu desempenho. "Poderia ter ido ainda melhor, mas realizo um sonho de chegar à final de um Mundial", falou.
Khiuani Dias, que esteve no pré-olímpico de 2007, não teve sucesso. Com duas quedas na trave e sem grandes dificuldades nas paralelas assimétricas, a ginasta ficou longe de obter uma vaga nas finais. O mesmo aconteceu com Priscila Cobello. A atleta disputou apenas dois aparelhos (salto e solo), mas não teve boas pontuações e acabou eliminada da competição.
No entanto a principal frustração do dia ficou por conta de Ethiene Franco. A ginasta, que possui a Olimpíada de Pequim no currículo, caiu duas vezes no seu primeiro aparelho, a trave. Com os 11,300 obtidos, a ginasta já estava praticamente fora da vaga na final individual geral. Mesmo assim, fez apresentações regulares na sequência, insuficientes para garantirem a classificação.
Quem ficou decepcionada com a atuação de Ethiene foi a técnica Irina Ilyashenko, pois contava com mais uma final no campeonato. "Esperava duas vagas, mas infelizmente essas coisas acontecem", comentou.
Desde 2001 o país sempre teve representantes nas finais por aparelhos na categoria feminina - Daiane (no solo em 2001, 2003, 2005 e 2006); Daniele (no solo em 2001), Jade (no salto e na trave em 2007) e Laís (no salto em 2006). Porém, o ano de 2009 vai ser diferente para a comissão técnica e para a torcida brasileira.
Declaração; foto: Uol Esporte


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