quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mundial Sub-19 Masculino de Basquete


Brasil é derrotado

Equipe perde para a Argentina na prorrogação e para nas oitavas-de-final

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Foi por pouco. O Brasil precisava vencer para continuar na competição, mas não foi o que aconteceu. Uma bola de três da Argentina com o cronômetro praticamente zerado levaria o jogo para a prorrogação.

Tudo voltava ao zero. A jovem equipe brasileira abria vantagem, mas os rivais encostavam. No final, vitória dos hermanos por 71 a 69. A seleção brasileira estava eliminada das quartas-de-final do Mundial Sub-19 de Basquete.

Era uma geração promissora. Revelações do basquete nacional, como Raulzinho e Lucas "Bebê", perderam a oportunidade de levar o país ao pódio.

Após a derrota, o técnico José Neto não escondeu seu descontentamento. “Estou sentindo muito o resultado, pois essa geração do Brasil não veio para cá para terminar deste jeito. É muito triste por que é uma geração que merecia chegar aqui e disputar uma medalha", disse.

Disputa de 9º a 12º

Sem abatimentos com a eliminação, a equipe brasileira entrou em quadra para disputar o "torneio de consolação". O time de José Neto venceu o Egito por 77 a 63.

Com 18 pontos, o armador Davi Rossetto foi o cestinha da partida e comentou a atuação do Brasil. "Fizemos nossa parte. Jogamos com seriedade e conquistamos a vitória", disse.

O próximo adversário será a Letônia. As equipes disputam a 9ª colocação do mundial. Enquanto isso, Egito e Canadá brigam pelo 11º lugar.

Foto/Declaração: CBB

terça-feira, 5 de julho de 2011

Copa Pan-Americana de Handebol


Brasil é campeão

Após título continental, seleção feminina se prepara para o Pan e Mundial

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Em 2010, o Brasil bem que tentou, mas deu Argentina. Tanto na Copa Pan-americana quanto nos jogos Sul-americanos de Medellín, vitória das hermanas. Será que estaríamos perdendo a supremacia do continente?

As brasileiras estavam com as argentinas 'engasgadas', mas aguardaram o momento certo para contra-atacar. Na final da Copa Pan-americana este ano, vitória fácil do Brasil por 35 a 16.

Cinco jogos, 100% de aproveitamento. Campanha perfeita e elogios do técnico dinamarquês Morten Soubak. "As atletas estão de parabéns. Mas nosso trabalho não termina aqui. Ainda temos pela frente o Mundial, e pretendemos fazer história", afirmou.

No Mundial, que será disputado em dezembro na cidade de São Paulo, o Brasil está no Grupo C, junto com Tunísia, Japão, França, Romênia e Cuba. A equipe brasileira tenta conquistar uma medalha pela primeira vez na história.

Amistosos

Na preparação para a Copa Pan-americana, a equipe nacional realizou três amistosos contra a seleção da Suécia, atual vice-campeã européia. Na primeira partida, empate em 28 a 28.

No segundo jogo, Chana brilhou, e o Brasil superou as suecas por 25 a 24. O troco das européias viria no confronto seguinte (26 a 24).

Resultado positivo e animador para a seleção brasileira que, em outubro, busca o título dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e, de quebra, uma vaga na Olimpíada de Londres, em 2012.

Atletismo


Maurren Maggi 'quer mais'

Após sofrer com lesões, campeã olímpica salta 6.89 m e volta a figurar entre as melhores

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Maurren Maggi está acostumada a encarar desafios. Em 2003, foi pega no antidoping e acabou suspensa por dois anos. Tempos depois, se tornaria a primeira campeã olímpica brasileira.

De lá para cá, a atleta passou por situações adversas. No Mundial de Berlim, em 2009, o joelho não ajudou e ela acabou fora do pódio. A solução foi submeter-se a uma artroscopia, que colocaria fim à temporada.

Recuperada, voltou a competir no ano seguinte. No entanto, a campeã pan-americana nem teve tempo de comemorar. Uma lesão na coxa esquerda colocou ponto final em mais uma temporada.

A volta por cima aconteceria em 2011. Um salto de 6.89 m no Troféu Brasil, em São Paulo, colocaria Maurren novamente no cenário internacional. Na abertura da Liga de Diamante, no Catar, mais uma supresa: prata com 6.88 m.

E se depender de Maurren Maggi, os resultados vão além. Este ano, o principal nome do atletismo brasileiro vai em busca de uma medalha inédita no Mundial Outdoor, em Daegu, e do tri-campeonato pan-americano, em Guadalajara.

Meeting de Weitsprung

Neste final de semana, na Alemanha, a recodista sul-americana disputou o Meeting de Weitsprung pela primeira vez na carreira. De quebra, um salto de 6.75 m e a medalha de bronze.

"O Meeting teve alto nível de disputa, apesar do tempo chuvoso e de um frio inesperado para esta época do ano", disse o técnico Nélio Moura.

A medalha de ouro ficou com a atleta da casa, a alemã Angela Kapler, com 6.90 m, seguida por Naide Gomes, de Portugal, com 6,78 m. Keila Costa, do Brasil, ficou longe de sua melhor marca.


Foto: CBAt

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Meeting Internacional de Ginástica - Natal


Daiane dos Santos conquista o ouro

No retorno à seleção brasileira, campeã mundial é a primeira no solo; Diego Hypólito também vence

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

Foram três anos afastada. Os motivos? Cirurgias no joelho e tornozelo, além de uma supensão por doping. No entanto, Daiane dos Santos não pretendia encerrar a carreira sem disputar mais uma Olimpíada.

No Troféu Brasil, realizado na capital federal, a gaúcha empolgou os membros da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) e foi convidada a reintegrar à seleção brasileira. De quebra, foi escalada o Meeting Internacional de Natal.

Na sua especialidade - o solo -, empolgou a torcida potiguar. Utilizando um 'mix' de músicas latinas, a campeã mundial arrancou suspiros e aplausos ao relizar sua principal acrobacia - o Duplo Twist Carpado. Daiane obteve a nota 13.700. Já na primeira competição com o colant brasileiro, conquistou a medalha de ouro.

A última passagem de Daiane pela seleção brasileira havia sido na final de solo na Olimpíada de Pequim, em 2008. Na ocasião, a bicampeã da Copa do Mundo saiu duas vezes do tablado e terminou em 6º.

Diego vence

O solo é o aparelho do Brasil. Além de três ouros e uma prata em mundiais, três finais olímpicas. E os resultados não param por aí. O currículo dos atletas nacionais envolve medalhas pan-americanas e títulos da Copa do Mundo de Ginástica.

Em Natal, Diego Hypólito venceu mais uma vez. E quem pensa que o resultado pode não ter importância pelo nível da competição, está enganado. Com a série mais difícil de sua vida, o bicampeão mundial atingiu 15.875 pontos.

Para se ter uma ideia, no Mundial de Roterdão, em 2010, o grego Eleftherios Kosmidis, foi o campeão da prova de solo com a nota 15.700. Diego ficou fora da competição, pois se recuperava de uma cirurgia. Com a nota obtida em Natal, seria campeão.

O Brasil tem pela frente o Mundial do Japão, em outubro. Enquanto Diego Hypólito chega como o principal nome do solo, Daiane dos Santos corre contra o tempo para disputar de igual para igual com suas concorrentes.


Foto: Uol Esporte

Mundial de Vôlei de Praia - Roma 2011


Duplas brasileias são campeãs

Larissa/Juliana e Alison/Emanuel confirmam supremacia do país nas areias

Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)

O Campeonato Mundial de Vôlei de Praia, disputado em Roma, entrará para a história. Há exatamente 10 anos, o Brasil não subia no lugar mais alto do pódio entre as mulheres - a última conquista foi com Adriana Behar e Shelda, em 2001.

Este ano, a missão estava nas mãos de Larissa e Juliana, pentacampeãs do Circuitio Mundial. Na final, elas enfrentariam as atuais bicampeãs olímpicas e tricampeãs mundiais, Kerri Walsh e Misty May, dos Estados Unidos. Pela segunda vez, as duplas estavam frente a frente em uma final de Mundial - em 2005, vitória dos EUA por 2 sets a 0. Em 2011, os papéis estavam invertidos. As brasileiras formavam a 'parceria a ser batida'.

E não foram. Após um primeiro set tranquilo para Larissa e Juliana, as estadunidenses Walsh e May empataram a partida. No tie-break, as brasileiras começaram atrás, mas correram atrás do marcador e fecharam em 16-14, em um bloqueio da melhor jogadora do mundo: Juliana Felisberta Silva.

Em três finais: um ouro (2011) e duas prata (2005 e 2009). Além do bronze conquistado em 2007. Que venha a Olimpíada de Londres, em 2012.

Masculino

De um lado Brasil... do outro Brasil. A chuva foi verde e amarela na final do Campeonato Mundial de Roma. Alison e Emanuel contra Ricardo e Márcio. A dupla campeã olímpica em Atenas-2004 na disputa pelo título de 2011, com uma pequena diferença: cada jogador de um lado.

No masculino o histórico era favorável. O mesmo Márcio desta final, havia sido campeão olímpico com o parceiro Fábio, em 2005. Desde então, um título para Rogers e Dalhauser (EUA), em 2007; e Brink e Reckermann (ALE), em 2009.

Apito... e bola em jogo. Resultado esperado: um massacre de uma das melhores duplas da atualidade. Alison, que conquistou seu primeiro título mundial - foi vice em 2009 ao lado de Harley; e Emanuel, agora tricampeão mundial - campeão com Loiola, em 1999; e 2003, com Ricardo.

Em outubro deste ano, nossas duplas campeãs mundiais em Roma disputarão os Jogos Pan-americanos de Guadalajara. A escolha foi feita pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei).

Foto: Fivb