Maurren Maggi 'quer mais'
Após sofrer com lesões, campeã olímpica salta 6.89 m e volta a figurar entre as melhores
Vinícius Paleari
São Paulo (Brasil)
Maurren Maggi está acostumada a encarar desafios. Em 2003, foi pega no antidoping e acabou suspensa por dois anos. Tempos depois, se tornaria a primeira campeã olímpica brasileira.De lá para cá, a atleta passou por situações adversas. No Mundial de Berlim, em 2009, o joelho não ajudou e ela acabou fora do pódio. A solução foi submeter-se a uma artroscopia, que colocaria fim à temporada.
Recuperada, voltou a competir no ano seguinte. No entanto, a campeã pan-americana nem teve tempo de comemorar. Uma lesão na coxa esquerda colocou ponto final em mais uma temporada.
A volta por cima aconteceria em 2011. Um salto de 6.89 m no Troféu Brasil, em São Paulo, colocaria Maurren novamente no cenário internacional. Na abertura da Liga de Diamante, no Catar, mais uma supresa: prata com 6.88 m.
E se depender de Maurren Maggi, os resultados vão além. Este ano, o principal nome do atletismo brasileiro vai em busca de uma medalha inédita no Mundial Outdoor, em Daegu, e do tri-campeonato pan-americano, em Guadalajara.
Meeting de Weitsprung
Neste final de semana, na Alemanha, a recodista sul-americana disputou o Meeting de Weitsprung pela primeira vez na carreira. De quebra, um salto de 6.75 m e a medalha de bronze.
"O Meeting teve alto nível de disputa, apesar do tempo chuvoso e de um frio inesperado para esta época do ano", disse o técnico Nélio Moura.
A medalha de ouro ficou com a atleta da casa, a alemã Angela Kapler, com 6.90 m, seguida por Naide Gomes, de Portugal, com 6,78 m. Keila Costa, do Brasil, ficou longe de sua melhor marca.
Foto: CBAt


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